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sexta-feira, 5 de abril de 2019

EDP lança acelerador de startups na área da energia


O novo programa da EDP vai ter três módulos em três regiões do mundo (Madrid, São Paulo e Houston), nas quais vai procurar startups para desenvolver um trabalho intensivo em projetos adaptáveis


EDP vai agregar várias ferramentas de aceleração de startups no programa Starter Acceleration Program, que procura pequenas empresas ligadas ao setor da energia em vários países. O projeto conta com a colaboração de duas empresas especialistas em projetos de inovação e empreendedorismo: a L Marks e a Ace.

O novo programa da EDP vai ter três módulos em três regiões do mundo (Madrid, São Paulo e Houston), nas quais vai procurar startups, com as quais vai desenvolver um trabalho intensivo em projetos adaptáveis à empresa. Na fase final do programa, serão selecionadas em Lisboa, durante a Web Summit, as startups com os projetos com maior potencial.

“Não podíamos estar mais satisfeitos com esta evolução dos vários programas de aceleração de startups para uma iniciativa verdadeiramente global, que coloca a nossa fasquia de qualidade ainda mais elevada. Acreditamos que este é o caminho certo na nossa busca por novos modelos de negócio e serviços que possam ser adotados pelos negócios que temos em 16 países”, disse Carla Pimenta, diretora do apoio ao empreendedorismo da Edp, num comunicado de imprensa.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Células solares que podem gerar energia a partir da chuva



Pode parecer um contra-senso, porque chuva faz lembrar nuvens que tapam o sol, e sem sol as foto células não produzem energia. Mas uma nova tecnologia vem revolucionar esta concepção de painéis solares e fazer com que a chuva que cai nas placas possa gerar energia eléctrica.
Estes novos painéis irão produzir energia quer com a luz do sol, quer com a chuva num dia de tempestade.
Estas novas células solares estão a ser desenvolvidas por investigadores em Qingdao, na China. Ao contrário de muitas células solares, este dispositivo tem uma particularidade: é fabricado apenas com uma única folha de grafeno na sua superfície. A parte inteligente é que a água da chuva não é pura. Esta contém compostos como o amónio, cálcio e sódio, que se tornam em iões quando estão numa solução.
Quando esta água se deposita na superfície da camada de grafeno, cria aquilo a que os investigadores chamam de ‘pseudocondensador’ — pontos de carga desequilibrada onde os electrões são enviados de um lado para o outro. A carga em desequilíbrio é basicamente apenas uma diferença de potencial, o que significa que os investigadores podem utilizar o processo para capturar energia.
Infelizmente, ainda não será possível revestir cada célula solar com grafeno e não só por uma questão de despesa. A célula solar criada pela equipa é apenas 6,5% eficiente em condições solares ideais, o que deixa muito a desejar quando comparada com as melhores células solares, que são cerca de 20% mais eficientes. Enquanto isso, ainda são apenas uns meros microvolts gerados pelos condensadores dos pingos de chuva.
Claro que a ideia é óptima e ainda há muita margem de progressão. O facto de se poder combinar estas duas vertentes de produção eléctrica abre o leque para um futuro mais promissor no que toca à performance da captura deste tipo de energia. Agora o trabalho tem de ser melhorado e provavelmente a base estará lançada para um produto de alta performance a ser lançado dentro de alguns anos.
Células solares geram energia a partir da chuva