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domingo, 11 de dezembro de 2016

A Importância da Perspetiva na Fotografia - Alguns Exemplos

 Uma das melhores formas de passar emoção através de uma fotografia é recorrendo-se à perspetiva. O conceito de perspetiva está relacionado com forma que interpretarmos o tamanho - quanto mais nos afastamos de algo, mais pequeno o sujeito fica e vice-versa - dos objetos e a relação que têm com o espaço que ocupam.


 A nossa perspetiva varia não só se nos aproximarmos ou afastarmos do objeto, como também o fotografarmos de um posição alta (High Angle), ou de um perfil mais baixo (Low Angle). 

 É de notar que ao contrário do que se pensa as objetivas que não influenciam a perspetiva das nossas fotografias. Por um lado, as objetivas grandes-angulares dão a ilusão de um exageramento da perspectiva, fazendo com que o tamanho dos objetos aumente mas, no entanto, isto apenas acontece devido à natureza da lente em questão, que faz com que a distância entre os vários elementos da fotografia aumente e, consequentemente haja uma diferença maior de tamanho entre eles.


 Por outro lado, temos as teleobjetivas - com fama de comprimir a nossa perspectiva - que, devido às características da lente em questão, fazem com que haja uma redução na distância que separa os vários elementos de uma fotografia. Desta forma, há uma uniformidade de tamanho muito maior na mesma foto, o que dá a ilusão de um encolhimento dos elementos mais próximos do fotógrafo.

 
  Dentro da perspetiva temos um género muito popular - a Perspetiva Forçada -  onde de forma criativa aproveitamos a diferença de tamanho entre os objetos mais próximos e os mais afastados da câmara criando uma uniformidade de tamanho quase surreal. Isto permite-nos criar algumas composições fotográficas bastante criativas...



 Para mais os mais curiosos sobre este conceito da fotografia seguem aqui dois artigos - um escrito por Jason Row e outro escrito por Jo Plumbridge, ambos fotógrafos - que explicam ao detalhe todas as técnicas que podem ser adotadas ao fotografarmos em perspetiva: 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A harmonia entre a simetria e a fotografia na composição da perspetiva

Simetria é uma relação de paridade, tanto em respeito à altura, largura e comprimento, das partes necessárias para compor um todo. Segundo Marcos Vitrúvio Polião, arquiteto romano que viveu no século I A.C, a simetria consiste na união e conformidade das partes de um trabalho, em relação à sua totalidade, e na beleza de cada uma das partes que compõem o trabalho. A simetria deriva do conceito grego de analogia, que é a relação entre todas as partes de uma estrutura com a estrutura inteira. É impossível pensar em fotografia sem pensar em simetria.

Além da simetria, precisamos considerar também os elementos geométricos de uma foto, tais como os objetos, as luzes, a arquitetura, as sombras, e explorar através da criatividade as linhas e formas que eles criam, gerando o que conhecemos como o conceito de perspectiva. Um dos aspectos mais fascinantes da fotografia é a infinita gama de possibilidades que uma mesma cena oferece. Um fotógrafo de atitude domina a dinâmica de uma foto que se difere a partir da posição que ele assume diante do seu alvo ao definir aquilo que deseja transferir com as informações disponibilizadas na imagem. Unir simetria e geometria consiste em disponibilizar elementos de forma lógica e equilibrada para que sua composição fotográfica não se transforme em uma poluição visual.


Série "Livros, Vinhos e Fotografia"

Veja nos exemplos que as duas imagens tem um ponto de partida diferente. A (Imagem 1) foi feita diagonalmente ao tema proposto, trazendo uma dinâmica mais interessante. A (Imagem 2) foi feita de frente para o tema e, mesmo que alguns dos elementos se repitam, o objetivo parece empobrecido pelo ângulo proposto.

De onde para onde?


"Viagem de Trem de Minas Gerais ao Espírito Santo" 


Uma das principais características da fotografia é a de produzir uma imagem bidimensional de objetos tridimensionais. Todos nós possivelmente já observamos os trilhos de uma linha férrea por uma distância relativamente grande. À medida que se afastam do olhar, a distância entre os trilhos parece se tornar cada vez menor, até que parecem se unir. Contudo, sabemos que a distância real entre os trilhos permanece a mesma. Essa aparente mudança nas dimensões é comum. Um mesmo objeto pode ter tamanhos diferentes se observado de diferentes distâncias. Os dois elementos principais da perspectiva são a linha de horizonte e os pontos de fuga. No exemplo da linha férrea, o ponto para o qual os trilhos parecem convergir é chamado de ponto de fuga (Imagem 3). A cena retratada não precisa necessariamente possuir um único ponto de fuga. Seja qual for o número deles, todos eles se distribuem sobre uma mesma linha horizontal – a linha do horizonte (Imagem 4).

A Altura do Horizonte


"Rio Xingú - Pará"


A mudança na altura do horizonte altera a nossa percepção dos objetos, ou seja, o ponto de vista (Imagens 5 e 6). A mudança de perspectiva provocada pela alteração do ponto de vista é um recurso comumente aplicado em fotografia. Porém, só é possível ao fotógrafo controlar a perspectiva na prática cotidiana. Um bom meio de adquirir esta prática é analisar suas próprias fotos e testar diferentes pontos de vista, avaliando se os resultados obtidos satisfazem ao que se pretende definir na imagem e quais os efeitos estéticos visuais aparecem na imagem final.

Fonte: Fotografia-DG