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domingo, 27 de janeiro de 2019

Computadores treinados com sucesso para identificar animais em fotografias

Um modelo de computador desenvolvido na Universidade de Wyoming por pesquisadores dessa universidade e outros demonstrou notável precisão e eficiência na identificação de animais selvagens a partir de fotografias tiradas com armadilhas fotográficas na América do Norte.

O avanço da inteligência artificial, detalhado num artigo publicado na revista científica Methods in Ecology and Evolution, é descrito como um avanço significativo no estudo e conservação da vida selvagem. O modelo de computador agora está disponível em um pacote de software para o Programa R, uma linguagem de programação amplamente utilizada e um ambiente de software livre para computação estatística.

"A capacidade de identificar rapidamente milhões de imagens a partir de armadilhas fotográficas pode mudar fundamentalmente a maneira como os ecologistas projectam e implementam estudos sobre a vida selvagem", diz o estudo, cujos autores principais são o Departamento de Zoologia e Fisiologia da Universidade de Wyoming, como também o Centro de Epidemiologia e Saúde Animal do Departamento de Agricultura dos EUA em Fort Collins, Colorado.

O estudo baseia-se na pesquisa da universidade publicada no início deste ano no Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS -
revista científica oficial da Academia Nacional de Ciências, publicada desde 1915) em que um modelo de computador analisou 3,2 milhões de imagens capturadas por armadilhas fotográficas na África num projecto científico chamado Snapshot Serengeti. A técnica de inteligência artificial denominada aprendizagem profunda categorizava imagens de animais com uma taxa de precisão de 96,6%, a mesma taxa que as equipas de voluntários humanos atingiam, só que a um ritmo muito mais rápido.
 

Uma das fotografias usadas na experiência, em que os computadores obtiveram 97,6% de precisão

No último estudo, os pesquisadores treinaram uma rede neural profunda em Mount Moran, no grupo de computadores de alto desempenho da universidade, para classificar espécies de animais selvagens usando 3,37 milhões de imagens de armadilhas fotográficas de 27 espécies de animais obtidas de cinco estados dos Estados Unidos. O modelo foi testado em cerca de 375.000 imagens de animais a uma taxa de cerca de 2.000 imagens por minuto em um portátil, obtendo 97,6% de precisão - provavelmente a maior precisão até ao momento usando a aprendizagem profunda da máquina para classificação de imagens de animais selvagens. O modelo de computador também foi testado num subconjunto independente de 5.900 imagens de alces, bovinos, alces e porcos selvagens do Canadá, produzindo uma taxa de precisão de 81,8% e de 94% na remoção de imagens "vazias" (sem animais) de um conjunto de fotografias da Tanzânia.

Os pesquisadores disponibilizaram o seu modelo gratuitamente num pacote de software no Programa R. O pacote "
Machine Learning for Wildlife Image Classification in R (MLWIC)" permite que outros utilizadores classifiquem as suas imagens contendo as 27 espécies do conjunto de dados, mas também permite que os utilizadores treinem os seus próprios modelos usando imagens de novos conjuntos de dados.

O principal autor do artigo PNAS, Mohammad Sadegh Arash Norouzzadeh, é um dos muitos colaboradores do novo artigo no "Methods in Ecology and Evolution". Outros investigadores que participaram da Universidade de Wyoming são o professor associado do Departamento de Ciência da Computação Jeff Clune e a investigadora de pós-doutorado Elizabeth Mandeville da Unidade Cooperativa de Pesquisa em Peixes e Vida Selvagem de Wyoming.

Outras organizações representadas no grupo de pesquisa são o National Wildlife Research Center do USDA, Arizona State University, Tejon Ranch Conservancy da Califórnia, a Universidade da Geórgia, a Universidade da Flórida, Parques e Vida Selvagem do Colorado, a Universidade de Saskatchewan e a Universidade de Montana.



Sites consultados:
Sciencedaily 
Wikipedia: Proceedings of the National Academy of Sciences of USA 

domingo, 28 de maio de 2017

Apple prepara um processador dedicado à Inteligência Artificial

O Siri é uma das muitas funcionalidades do iOS que tornam a vida dos utilizadores mais simples, ajudando-os em muitas tarefas e em muitos processos. Esta inteligência artificial faz parte de um plano maior da Apple, que em breve vai ser colocado em prática.

Para conseguir focar os seus equipamentos nesta nova área, a Apple estará a preparar um processador dedicado para a inteligência artificial, dando-lhe a capacidade de processamento que precisa.



Cada vez mais os equipamentos estão a ser preparados para terem processadores dedicados a funções específicas, libertando os processadores principais para que se dediquem às suas funções principais. A Apple já começou a fazer isso há alguns anos, com os seus co-processadores.
Até agora, todo o processamento dedicado à Inteligência Artificial que o Siri usa é feito pelo processador principal e pelo processador gráfico. Isto irá mudar em breve, estando a Apple a preparar um novo processador dedicado à Inteligência Artificial que será aplicado nos seus dispositivos, com todas as vantagens que isso irá trazer.
Dessas vantagens, as mais óbvias vão ser a otimização destes processos, tendo instruções dedicadas, e também a melhoria na duração da bateria, ao libertar o processador principal.




A presença deste processador dedicado vai ainda permitir que a Apple possa abrir aos programadores o acesso a todo o seu universo de inteligência artificial, potenciando ainda mais o que com ele pode ser criado.
A Apple irá seguir o caminho que outros já seguiram. A Qualcomm já tem no seu processador Snapdragon 835 um módulo dedicado às instruções de inteligência artificial, sendo este usado já pela Samsung no Galaxy S8 e S8+ para controlar a Bixby. A HTC tem também este processador no seu recente U11.
Com os planos que se pensam que a Apple tem para o futuro iPhone 8, em que se espera que surja o novo processador A11 e várias áreas de realidade aumentada, este processador será a o suporte ideal para todas as suas necessidades.

domingo, 5 de março de 2017

Sinapse artificial pode ser a chave para mecanismo que imita cérebro humano





Se está no universo da computação que imita o cérebro humano, é certo que gostaria de replicar o comportamento gerado por esse órgão. E agora alguns pesquisadores conseguiram isso. Eles desenvolveram uma sinapse artificial que imita o cérebro humano, tanto aprendendo quanto lembrando sempre que sinais elétricos se cruzam – a maioria das tentativas anteriores só conseguia gerenciar uma ação de cada vez. Basta descarregar e recarregar a sinapse em tensões específicas para programá-la, e ela promete ser muito mais eficiente do que as abordagens convencionais do setor.
O hardware foi construído a partir de dois filmes flexíveis cujos terminais são ligados por um eletrólito de água salgada. Ele se comporta como um transistor, com um terminal regulando a eletricidade que flui entre dois outros. Embora não seja exatamente natural, ele é em grande parte feito de carbono e hidrogênio, e deve ser compatível com a química de um cérebro real – as tensões são realmente as mesmas que passam por neurônios reais.




Fonte: https://imasters.com.br/noticia/sinapse-artificial-pode-ser-chave-para-computacao-que-imita-cerebro-humano/

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Motor de Inteligência Artificial da Google já escreveu romance literário

A Google obrigou o seu motor de Inteligência Artificial a ler mais de 2865 romances de modo a fazê-lo melhorar a sua interação com humanos e melhor perceber a linguagem por nós utilizada.

Esta estratégia visa melhorar a interação dos produtos da Google com as pessoas e dar melhores respostas aos pedidos dos humanos. Em declarações ao site BuzzFeed News, um dos responsáveis por este departamento afirmou que o treino deste tipo de motores com uma alimentação massiva de romances literários permite-lhe assimilar muitas nuances da linguagem.

Depois disso o motor ficou encarregue de escrever frases da sua autoria tendo como base o que havia aprendido. Os resultados foram depois comparados com o texto dos livros originais que havia lido. Ainda de acordo com a Google, o motor escreveu uma obra literária sozinho.

Google

Este não foi o primeiro livro escrito por um robô, já que em 2013, o NaNoGenMo desenvolvido por Darius Kazemi escreveu um breve romance para o concurso National Novel Generation Month que premeia obras escritas com cerca de 50.000 palavras nos 30 dias do mês de Novembro.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Engenheiros chineses desafiam AlphaGo da Google

Graças a quatro vitórias, no jogo Go, contra o campeão mundial, o sistema de inteligência artificial da Google ganhou grande destaque.

Até aparecer o AlphaGo da Google, nunca tinha aparecido um sistema artificial que conseguisse vencer campeões humanos, pois o Go envolve muita estratégia e variáveis.

Por outro lado, o destaque obtido pelo AlphaGo motivou engenheiros e investigadores chineses a desenvolver um sistema parecido pronto a desafiar este sistema da gigante Google.

google-alphago-logo

Espera-se que o desafio aconteça ainda este ano, mas neste momento ainda não existem confirmações de datas.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Máquinas que leem ficção para conhecer melhor os humanos

A equipa de investigadores considera que há padrões previsíveis nas reações humanas quando as pessoas são expostas a determinados estímulos e em condições semelhantes. «As personagens na ficção acendem a luz quando entram em salas; coram quando são elogiadas e não atendem o telemóvel quando estão em reuniões», explicam os investigadores. A base de conhecimentos chamada Augur obteve acesso à comunidade online Wattpad e ao arquivo de mais de 600 mil histórias, explica o Engadget.

Sabe mais aqui

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