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segunda-feira, 16 de março de 2015

Ciência e tecnologia terão espaço no Festival América do Sul 2015

Pela primeira vez as instituições de pesquisa de Mato Grosso do Sul terão espaço no maior evento cultural do Estado, o Festival América do Sul. A novidade na décima segunda edição do evento que acontece em Corumbá, de 3 a 7 de junho, entre elas a participação da comunidade na elaboração e nas atrações, foi reafirmada nesta quinta-feira (12) na audiência pública realizada para ouvir as expectativas e sugestões dos moradores do município.
O evento aconteceu no auditório da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), no Porto Geral, e contou com a participação de aproximadamente 150 pessoas, que puderam dar sugestões e esternar suas expectativas em relação à festa.
O superintendente de Ciência,Tecnologia e Inovação da Secretaria de Cultura, Turismo Empreendedorismo e Inovação, Renato Roscoe, lembrou que é a primeira vez que o tema está presente no festival. “É a oportunidade de popularizar a ciência e a tecnologia” e “utilizá-las não só para a produção, mas para a cultura também”, finalizou.
Para a diretora científica da Fundação de Apoio ao Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Marilda Bruno, a iniciativa reflete a valorização da produção cientifica regional.
Participação
Para estreitar os laços e discutir a forma de participação das instituições de pesquisa, o secretário de Cultura, Turismo Empreendedorismo e Inovação Athayde Nery, a diretora científica da Fundect, Marilda Bruno, a presidente da Fundação de Cultura Andreia Freire e o superintendente de Ciência,Tecnologia e Inovação Renato Roscoe fizeram uma visita à unidade Embrapa Gado de Corte no período da tarde.
Durante a reunião com a chefe geral, Emiko Kawacami, e a Chefe Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento, Aiesca Oliveira Pelegrino, entre outros colaboradores da Embrapa, foi proposta a inclusão de associações da comunidade, que tem ou já tiveram pesquisa relacionada como das Mulheres do Campo Ribeiirinhas, Mulheres Organizadas Reciclando o Peixe (Amor Peixe) e Mulheres de Fibra.
Os responsáveis pela organização do festival foram receptivos às novas ideias e aproveitaram para conhecer a estrutura da empresa de pesquisa e sua atuação na região do pantanal.

Tecnologia 3D ajuda na criação de próteses médicas

impressão tridimensional é uma realidade na área da saúde. Para itens únicos, sob medida, como é o caso de próteses dentárias ou de qualquer outra parte do corpo, as impressoras 3D se tornaram itens imprescindíveis. Como na criação de um protótipo, o processo é mais rápido e barato. Além disso, a precisão das máquinas industriais tornam a tecnologia insubstituível.O professor Jorge Lopes da Silva é um dos 35 pesquisadores da Divisão de Tecnologias Tridimensionais do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, localizado em Campinas (SP). Um dos principais projetos do grupo é o ProMed, que leva a tecnologia de impressão 3D para a área médica, auxiliando, só em 2014, 130 hospitais que utilizaram a tecnologia em 516 cirurgias cranianas, faciais e ortopédicas. A equipe de Silva utiliza imagens de tomografias e ressonância magnética para imprimir as próteses.


Portugueses criam tecnologia para controlar DRONES através do pensamento

Tecnologia portuguesa permite dar indicações de funcionamento a aeronaves através do pensamento. Brainsflight foi desenvolvido a partir de uma tecnologia que lê os sinais elétricos do cérebro e transmitem-nos a um computador, que os converte em comandos para operar o drone no ar. Foi realizada uma demonstração pública, em Lisboa, para explicar o funcionamento desta tecnologia.
A criação é o resultado do projeto Brainsflight, que pretende empregar a tecnologia no setor da aeronáutica em duas vertentes: para sistemas de controlo de aeronaves tripuladas, no caso dos aviões, e não tripuladas, no caso dos drones.
Este projeto foi criado pela empresa Tekever e conta com a colaboração da Fundação Champalimaud, e dois parceiros internacionais, a holandesa Eagle Science e a Universidade Técnica de Munique, na Alemanha,
Ricardo Mendes, engenheiro informático, cofundador da Tekever e um dos seus responsáveis, em declarações ao Diário de Notícias, explicou que tiveram “esta ideia há quatro anos, há três lançámos o projeto para desenvolver esta tecnologia que designamos BMI, de brain computer interface [interface cérebro-máquina], e agora demonstrámos a possibilidade de utilização da tecnologia, que pretendemos aplicar a novos produtos, para os levar para o mercado. O projeto não era um objetivo em si, serviu para desenvolver e criar a tecnologia”.
GAZETA DO ROSSIO
(fonte: dn.pt/noticiasaominuto.com)

Exposição - Miguel Ângelo Rocha

A escultura é corpo, é espaço, é tempo. O seu campo é o das múltiplas conversões e metamorfoses: cada escultura transforma o corpo em espaço, o tempo em espaço, o espaço em objeto. As formas que assume desenham os contornos do espaço e tornam-no consciente, percetível, existente, real. E este é o campo em que Miguel Ângelo Rocha (Lisboa, 1964) [M.A.R.] tem desenvolvido o seu trabalho.

Independentemente de trabalhar com desenho, escultura ou instalação, podemos entender a sua obra numa zona de cruzamento e debate entre a arte conceptual, o minimalismo e o abstracionismo. Uma estratégia que, à semelhança de muita arte contemporânea, o poderia localizar num plano de relação com as disciplinas sociais, científicas e/ou políticas, mas o seu caso é o de uma prática material em que mesmo não considerando exclusivamente o objeto, o seu fabrico e matéria, estes fazem da sua existência o momento e situação artísticos por excelência: lugar de convergência do pensar, fazer e experimentar. Situação esta que constitui a singularidade de M.A.R. porque, por um lado, a sua prática artística é possibilitada e é herdeira de uma conceção de arte «desmaterializada», seguindo a intuição fundamental de Lucy Lippard, e, por outro lado, todo o seu trabalho se decide, se resolve e se encontra nos próprios objetos: é no confronto com a matéria, o gesto e o pensamento tornado coisa que se pode entender a ambição da sua obra.

Uma das preocupações centrais deste artista, a partir da qual se podem reconfigurar muitos dos seus trabalhos, é a questão do tempo, ou seja, o modo como a arte pensa, materializa e altera o tempo. Esta não é uma questão fácil e nela confluem muitos tempos: do fazer, do pensar, do experimentar e, claro, o tempo do tempo que passa e que é o nosso tempo. Interessa a este artista a maneira como no contexto das obras de arte o tempo conhece intensos momentos de reconfiguração: expande-se, contrai-se e nunca obedece à linearidade cronológica. Não se trata de uma investigação existencial, mas da exploração das diferentes temporalidades que a arte contém, e é neste contexto que o permanente confronto que o artista promove entre os seus desenhos, as suas esculturas e o espectador deve ser entendido.

Mas a sua intuição fundamental é a de que o tempo da arte é um tempo gerúndio, ou seja, é um tempo que se expande do pensar ao fazer, ao experimentar, e um tempo que permanentemente se renova sem cessar. O tempo do gerúndio, daquilo que está a ser, aquilo é sendo, é o tempo de um presente contínuo em que todos os acontecimentos, situações, fenómenos fazem parte de uma mesma unidade.

Esta reconfiguração do tempo no interior da obra é também uma forma de pensar o papel do espectador e os seus modos de participação. Trata-se de um tempo que toma o espectador não enquanto instância de prolongamento ou finalização das obras, mas é o espectador, com o seu corpo, o seu desejo, que dá tempo às obras, ou seja, é o espectador o elemento que determina os princípios e os fins. A escultura Antes e Depois dá corpo a esta inquietação temporal e a esta modalidade de experiência estética: somos nós que escolhemos onde, quando e como começar a ver a escultura.

O trabalho de M.A.R. reúne um conjunto de referências importantes e muito diferenciadas. Autores como Richard Tuttle, Bruce Nauman, Barry Le Va, Joan Jonas, o movimento Fluxus são importantes para o estabelecimento da família a que o artista pertence, mas tomando em consideração o projeto Antes e Depois destacam-se Robert Morris e John Cage — não são artistas com quem haja um diálogo direto, nas suas obras M.A.R. não os cita, nem deles se apropria, mas as obras daqueles dois artistas permitem uma maior compreensão dos problemas aqui em causa.

Antes e Depois é uma experiência do espaço, do tempo, do som. É um lançar-se sobre um vazio e a partir desse campo negativo, que escapa a todas as formulações, abrir um espaço de sensibilidade e pensamento. A magia desta obra é ela ser, sobretudo, um dispositivo gerador de imagens, sensações, perceções, com a vocação de ascender a uma região espacial habitualmente inatendível e sem uma topografia reconhecível. Este lugar que Miguel Ângelo Rocha criou é um lugar de impermanência e em incessante construção, por isso o seu tempo é o do gerúndio, isto é, o tempo daquilo que está a ser, daquilo que é sendo, um tempo nunca completo e acabado, mas em permanente movimento de aproximação a si mesmo. A peça musical original de Pedro Moreira, que se junta a esta escultura como um seu material de construção e que tem a exata duração do tempo da exposição, reforça a perceção daquele tempo contínuo do gerúndio. Sonoridades que intensificam esta obra enquanto espaço de mutações e confrontos entre corpos, materiais, experiências.

Esta exposição é, sobretudo, a proposta de uma situação escultórica para a qual são convocados todos os espectadores.

Nuno Crespo




sexta-feira, 6 de março de 2015

Azul Sobre Ouro- A Sala das Porcelanas do Palácio de Santas


Única no mundo, a coleção de pratos de porcelana chinesa da Sala das Porcelanas do Palácio de Santos (hoje, sede da Embaixada de França em Portugal) ilustra a história da própria produção cerâmica na China, entre os inícios do século XVI e o final do século XVIII, e o seu comércio com a Europa.
Residência real desde o final do século XV (por lá terão passado D. Manuel I, D. João III e D. Sebastião), o Palácio de Santos, adquirido em 1629 pela família Lencastre, sofre importantes obras estruturais entre 1664 e 1687. É realizada nessa altura a insólita Sala das Porcelanas, com teto piramidal de talha dourada, onde são incrustados mais de 250 pratos de porcelana chinesa, na quase totalidade com decoração azul e branca. Em 1870, o Estado Francês arrenda o edifício, acabando por adquiri-lo em 1909.
Numa parceria inédita com a Embaixada de França, o MNAA apresenta uma ilustrativa exposição com cerca de 60 pratos da Sala das Porcelanas (onde decorrem, atualmente, trabalhos de conservação e restauro). Encastrados no invulgar teto no século XVII, os pratos saem pela primeira vez do Palácio de Santos. A exposição é, por isso, uma oportunidade rara para ver de perto este conjunto de peças singular.

Museu Vieira da Silva inaugura exposição com obras da histórica Galeria Sonnabend

Na mostra, intitulada "Sonnabend. Paris - New York", vão estar representados 15 artistas: Andy Warhol, Roy Lichtenstein, George Segal, Michelangelo Pistoletto, Robert Rauscenberg, John Chamberlain, Robert Watts, Claes Oldenburg, Tom Wesselmann, James Rosenquist, Jim Dine, Mario Schifano, Arman, Jasper Johns e Larry Bell.
De acordo com o Museu Vieira da Silva, a exposição, que fica até 3 de maio, assinala a importância da galeria parisiense nos seus primeiros cinco anos de funcionamento - entre 1962 e 1967 -, quando muitos daqueles artistas apresentaram obras na Europa pela primeira vez.
O galerista António Homem, nascido em Lisboa, em 1939, curador desta exposição, começou a trabalhar com a Sonnabend, em Paris, em setembro de 1968. Participou na fundação da mesma Galeria, em Nova Iorque, em janeiro de 1970, e na inauguração do novo espaço, no Soho, em Manhattan, em setembro de 1971.
Residente em Nova Iorque desde 1989, António Homem dirigiu aGaleria Sonnabend juntamente com a colecionadora Ileana Sonnabend até à morte desta, em 2007, data em que herdou a Galeria e a coleção, com Nina Sundell, filha do primeiro casamento de Ileana, com Léo Castelli.
A exposição resulta de uma colaboração entre a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, a Sonnabend Collection Foundation, de Nova Iorque, e a Fondazione Musei Civici di Venezia - Ca'Pesaro Galleria Internazionale d'Arte Moderna.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Tutorial Photoshop: Mudar a Realidade (Remover e Reposicionar)

Fiz este tutorial no âmbito da disciplina de Oficina de Multimédia. O tema deste tutorial é Mudar a Realidade: Remover e Reposicionar.
Com este trabalho tive a oportunidade de alterar e corrigir as fotografias ao meu gosto.

O tutorial está disponivel no seguinte site: https://sites.google.com/a/aebenfica.org/lol1l10/