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sábado, 5 de junho de 2021

Ataque de ransomware paralisa o sistema de saúde público na Irlanda

O jornal The Irish Times avança que os equipamentos médicos dos hospitais irlandeses ainda estão operacionais, embora os profissionais não consigam aceder aos registos informáticos dos pacientes. O HSE afirma que o serviço nacional de ambulâncias continua a funcionar, assim como as campanhas de vacinação contra a COVID-19.

Ao que tudo indica, os sistemas do HSE já tinham sofrido algumas tentativas de ataque DDoS a 13 de maio. Apesar de terem sido encarados como algo rotineiro na altura, acredita-se agora que possam ter sido o prenúncio de um ataque a grande escala.

Citado pela publicação, Paul Reid, CEO do HSE, afirmou que, para já, ainda não houve um pedido de resgate. A situação está agora numa fase de contenção. O responsável especula que os atacantes possam fazer parte de uma rede de criminosos internacionais, no entanto, sem avançar mais pormenores específicos.
No que toca ao incidente que paralisou um dos maiores oleodutos nos Estados Unidos, o FBI confirmou recentemente que o grupo DarkSide foi responsável pelo ataque de ransomware.

A Colonial Pipeline confirmou também que os seus sistemas já estão operacionais e que o oleoduto voltou a garantir o transporte de combustíveis à costa leste do país. Porém não é claro se a empresa pagou ou não o resgate de 5 milhões de dólares exigido pelos cibercriminosos.


sexta-feira, 4 de junho de 2021

Ataque de ransomware paralisa o sistema de saúde público na Irlanda

Os responsáveis pelo Health Service Executive encerraram temporariamente os seus serviços informáticos numa tentativa de protegê-los contra o ataque de ransomware. Para já, os cibercriminosos por trás do incidente ainda não realizaram um pedido de resgate.


Com a pandemia de COVID-19 a virar o panorama da cibersegurança às avessas, os ataques de ransomware estão a tornar-se mais frequentes, em particular, os que visam infraestruturas ou sistemas críticos. Depois do que sucedeu à Colonial Pipeline nos Estados Unidos, a Irlanda vê-se a braços com um ataque de ransomware que paralisou o seu sistema de saúde público.

Através da sua conta no Twitter, o Health Service Executive (HSE) dá a conhecer que os seus sistemas informáticos foram afetados por um ataque de ransomware que foram tomadas. À medida que os responsáveis delineiam um plano de ação em colaboração com os seus parceiros na área de segurança, os sistemas foram temporariamente encerrados, numa tentativa de tentar protege-los.



sábado, 27 de fevereiro de 2021

RansomWare

Ransomware é um tipo de software nocivo (conhecido também como malware) que restringe o acesso ao sistema infectado com uma espécie de bloqueio e cobra um resgate em criptomoedas (como em um sequestro) para que o acesso possa ser restabelecido. Caso não ocorra o mesmo, arquivos podem ser perdidos e até mesmo publicados. De acordo com um relatório da Cisco, dominou o mercado de ameaças digitais em 2017 e é o tipo de malware mais rentável da história. O primeiro relato documental deste tipo de ataque foi em 2005 nos Estados Unidos.

Um exemplo deste tipo de malware é o Arhiveus-A, que compacta arquivos no computador da vítima em um pacote criptografado. Em seguida informa que os arquivos somente poderão ser recuperados com o uso de uma chave difícil de ser quebrada, geralmente de 30 dígitos, que a vítima receberá após efetuar sua compra em um site do atacante. Trata-se de um golpe ou de fato uma ação extorsiva pois esse tipo de hacker (crackers), mesmo após o pagamento do resgate, pode ou não fornecer a chave para descriptografar os arquivos.

Diferentemente dos trojans, os ransomwares não permitem acesso externo ao computador infectado. A maioria é criada com propósitos comerciais. São geralmente, e com certa facilidade, detectados por antivírus, pois costumam gerar arquivos criptografados de grande tamanho, embora alguns possuam opções que escolhem inteligentemente quais pastas criptografar ou, então, permitem que o atacante escolha quais as pastas de interesse.

Cripto-ransomware
A criptografia é o elemento-chave do cripto-ransomware, uma vez que todo o seu plano de negócios depende do uso bem-sucedido da criptografia para bloquear os arquivos ou sistemas de arquivos das vítimas sem planos de recuperação, como backups de dados. Isso não significa que a criptografia é intrinsecamente maligna. Na verdade, é uma ferramenta poderosa e legítima empregada por indivíduos, empresas e governos para proteger os dados de acesso não autorizado, como o sistema de Ukash. Assim como qualquer outra ferramenta poderosa, algoritmos de criptografia podem ser mal utilizados, que é exatamente o que o crypto-ransomware faz.