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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

G4, Galaxy S6 ou iPhone 6: Qual smartphone tem a melhor câmera?

Smartphones são dispositivos convergentes, ou seja, eles fazem diversas coisas que, no passado, estavam distribuídas em vários dispositivos. Uma delas é tirar fotos e gravar vídeos. Com o avanço da miniaturização e das técnicas para elevar a qualidade dos resultados, os modelos topo de linha já rivalizam em pé de igualdade com câmeras dedicadas de entrada. Entre esses, qual o melhor?

Este comparativo engloba três dos melhores smartphones da atualidade: Galaxy S6, da Samsung; G4, da LG; e iPhone 6, da Apple. Os dois primeiros foram lançados no primeiro semestre de 2015 e o da Apple, no final de 2014 — uma atualização, que tornará este nosso exercício obsoleto, está bem próxima.

Os testes que fiz com os três seguem a filosofia do Manual do Usuário: com todos em mão, saí por aí tirando três fotos de cada situação, com cada smartphone, a fim de escolher a melhor e, depois, compará-la às demais. Tentei explorar vários cenários — fotos noturnas, com muitos detalhes, em ambientes fechados e abertos, com bastante luz e o mínimo possível. Não é um comparativo técnico, embora tenha considerado algumas especificidades de cada câmera.
Tabela de especificações

O que faz uma câmera ser boa vai muito além da resolução — este é apenas um desses muitos fatores e nem é o mais importante. Há variáveis como tipo e tamanho do sensor, abertura da lente e distância focal, além do pós-processamento que “transforma” a luz captada num arquivo digital pronto para ser visualizado, editado e/ou compartilhado.

Essa fase seguinte à captação, a do pós-processamento, é de suma importância e, ao mesmo tempo, uma caixa-preta: a gente sabe que acontece, mas não sabe os detalhes de cada fabricante. É aí, inclusive, que smartphones com especificações quase idênticas podem se distanciar drasticamente.

Veja a tabela comparativa:
Fontes: AnandTech, GSMArena.

Repare como o iPhone 6 tem números mais tímidos que os dos seus rivais. Mesmo assim, ele entrega fotos tão boas que o garantem num comparativo direto. E note, também, como G4 e Galaxy S6 são parecidíssimos em suas especificações, mas na prática geram resultados com diferenças visíveis.

Isso vale para qualquer outro componente de um gadget moderno: números crus não contam toda a história. É preciso levar em consideração o contexto e outras características a fim de aferir se algo é bom ou não.
Viewfinder, foco e velocidade

Todas as fotos foram feitas com os apps padrão para fotografar de cada aparelho. Embora o Android tenha um feito pelo Google, LG e Samsung não utilizam ele. Em vez disso, desenvolvem seus próprios apps, que acabam extraindo melhor os recursos mais avançados que o conjunto da câmera oferece, como modo super câmera lenta (Galaxy S6) e os controles manuais totalmente livres (G4).

Em 2015, como abordei nas análises dos dois Android aqui citados, as fabricantes sul-coreanas deram uma amenizada no verniz passado no Android. Se em anos anteriores a ideia de “quanto mais, melhor” abarrotava o sistema e, consequentemente, o app da câmera, nas versões desse ano as coisas estão menos carregadas, mais intuitivas e práticas de usar.
Review do G4.
Review do Galaxy S6.iPhone.

Esse trabalho de contenção ainda não alcança, porém, a simplicidade da câmera do iPhone. O app da Apple é mais limitado, mas é bem fácil de usar e, mais importante que isso, extremamente consistente. Os atos de focar e apertar o disparador são rápidos e confiáveis, e, somados à simplicidade do app, tornam essa experiência a mais tranquila, livre de fricção dos três.Galaxy S6.

O app do Galaxy S6 está mais enxuto e o foco ficou muito rápido. Neste aparelho, a Samsung parece ter trabalhado muito em velocidade, do acesso à câmera, feito com dois toques no botão Home (o melhor atalho que já usei), ao foco e disparo, dois pontos historicamente problemáticos no Android que — pela primeira vez, até onde me lembro — chegaram a um patamar onde não atrapalham.G4.

Já o G4 tenta agradar a todos. Ele tem três modos de câmera: um simples, que some com todas as opções do viewfinder; outro automático (acima), o padrão em qualquer smartphone; e um totalmente manual, que dá acesso à velocidade do obturador, equilíbrio de branco, ISO etc. e permite fazer fotos que seriam impossíveis de outra forma. Infelizmente o foco a laser, tão destacado pelo marketing da LG, não é tão bom quanto se esperaria. Nesse aspecto, o G4 fica atrás dos seus concorrentes diretos.

Mesmo com abordagens diferentes, ainda assim todos os três são prazerosos de serem usados como câmeras. Todos têm telas absurdamente boas e entregam fotos muito bonitas em praticamente qualquer condição. Duvida? Vamos vê-las.
Comparativo de fotos

Você notará algumas diferenças além da qualidade de imagem. O iPhone fotografa na proporção 4:3, enquanto que os Android, em 16:9. “Qual é melhor?” é uma daquelas perguntas respondidas com “depende”, então não se prenda a isso. Outra diferença bem destacada é a captação de luz em situações noturnas. As lentes mais claras do G4 e Galaxy S6 fazem a diferença, resultando em imagens melhor iluminadas quando não há abundância de luz.

Neste exemplo isso fica bem claro:G4. f/1,8, 1/17s, ISO 800. Redimensionada para 742×417.Galaxy S6. f/1,9, 1/10s, ISO 640. Redimensionada para 742×417.iPhone 6. f/2,2, 1/15s, ISO 400. Redimensionada para 742×557.

O canteiro central e a parte superior dos prédios ficam mais claros (mais fiéis à situação real) nos dois primeiros exemplos. E, embora eu goste bastante do resultado do Galaxy S6, ele é o que apresenta mais ruído. Entramos, aqui, naquela área pouco explorada das fotos em tamanho natural e sob olhar rigoroso.

O sharpening e o pós-processamento do G4 quase passam do ponto, mas, no fim, compõem uma ótima imagem. Já o iPhone passa bem nesses dois aspectos, mas além de ser a foto mais escura, dá um “tone down” talvez exagerado no amarelamento da iluminação quente da via. Veja no detalhe:G4. Crop de 100%.Galaxy S6. Crop de 100%.iPhone 6. Crop de 100%.

Antes que alguém pergunte por que a do iPhone parece com menos zoom, é esse o efeito que a resolução, os megapixels, têm na fotografia. Quanto mais megapixels, maior a imagem em tamanho natural; eles exigem mais espaço de área visual, logo resultam em imagens visualmente maiores.

Os nossos três smartphones geram arquivos nas seguintes dimensões:
G4 e Galaxy S6: 5312×2988 (16 megapixels)
iPhone 6: 3264×2448 (8 megapixels)

Um megapixel equivale a cerca de um milhão de pixels. Pegue o iPhone, faça a conta (3264 * 2448), e você terá 7990272 — ou seja, cerca de oito milhões de pixels, ou 8 megapixels. Já 5312 * 2988 resulta em 15872256, quase 16 milhões de pixels, 16 megapixels. Legal, né?

Deixando a matemática de lado, vamos agora a um ambiente totalmente oposto àquele do primeiro exemplo: de dia, com o auxílio da força do Sol do meio da tarde. Iluminação natural é sempre melhor, já que… bem, o Sol, mesmo a milhões de quilômetros, costuma entregar mais luz do que as lâmpadas que usamos em casa. Veja estas flores:G4. f/1,8, 1/387s, ISO 50. Redimensionada para 742×417.Galaxy S6. f/1,9, 1/404s, ISO 40. Redimensionada para 742×417.iPhone 6. f/2,2, 1/628s, ISO 32. Redimensionada para 742×557.

O iPhone 6 teve a foto com melhor definição das três, mas as flores ficaram com cores bem mais fortes nele. O G4 teve o problema inverso: cores meio desbotadas em comparação, especialmente as folhas verdes da planta. Neste comparativo o Galaxy S6 se saiu com a foto mais equilibrada: cores bonitas, definição à altura do iPhone, talvez um pouco de brilho excessivo, mas ainda assim uma boa foto.

Outra à luz do dia? Ok, mas vamos elevar o grau de dificuldade. Agora, o cenário é contra o Sol, o que costuma ser problemático mesmo com câmeras dedicadas — a incidência dos raios solares é bem complexa para o sistema das câmeras. Ativei o modo HDR e as registrei, mas mesmo com ele em funcionamento, G4 e iPhone 6 tiveram dificuldades em lidar com a situação:G4. f/1,8, 1/197s, ISO 50. Redimensionada para 742×417.Galaxy S6. f/1,9, 1/364s, ISO 40. Redimensionada para 742×417.iPhone 6. f/2,2, 1/380s, ISO 32. Redimensionada para 742×557.

Nesse exemplo o Galaxy S6 se distancia consideravelmente dos demais: a foto ficou bem iluminada, com cores vivas e menos sombras “duras”.

A essa altura já dá para ver padrões se desenhando:
O G4 aposta num sharpening pesado que (obviamente) ajuda a dar definição, só que nem sempre de um jeito natural. Isso acaba gerando menos artefatos, mas esses, mais protuberantes.
O Galaxy S6, por sua vez, pega mais leve no pós-processamento e acerta com mais frequência nas cores e equilíbrio de branco.
Já o iPhone 6 tende para cores mais saturadas e brilhantes, e equilibra exemplarmente os níveis de sharpening e ruído, mas sofre com fotos escuras comparadas às dos Android.

O detalhe das fotos acima permite ver essas tendências:G4. Crop de 100%.Galaxy S6. Crop de 100%.iPhone 6. Crop de 100%.

A próxima situação é um meio termo: iluminação artificial. E com pessoas, que são objetos especiais de serem fotografados. Observe:G4. f/1,8, 1/30s, ISO 150. Redimensionada para 742×417.Galaxy S6. f/1,9, 1/24s, ISO 100. Redimensionada para 742×417.iPhone 6. f/2,2, 1/30s, ISO 160. Redimensionada para 742×557.

Novamente, o Galaxy S6 se destaca. A iluminação e, consequentemente, a pele das pessoas ficaram menos amareladas — e nem era o caso de lâmpadas incandescentes, como nas fotos noturnas do início do comparativo. O iPhone 6 foi o que apresentou tonalidades mais quentes, e o G4, mantendo a consistência, desbotou um pouco as cores.

Outra situação do tipo:G4. f/1,8, 1/30s, ISO 150. Redimensionada para 742×417.Galaxy S6. f/1,9, 1/30s, ISO 125. Redimensionada para 742×417.iPhone 6. f/2,2, 1/30s, ISO 100. Redimensionada para 742×557.

Fonte: https://www.manualdousuario.net/g4-galaxy-s6-iphone-6-melhor-camera/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Canon vs Nikon

NIKON VS. CANON: QUEM GANHA?


“Qual marca é melhor? Nikon ou Canon?” Tenho certeza que você já fez essa pergunta a si mesmo ou a uma pessoa que entendesse mais do assunto, tô certo? Se engana quem pensa que a resposta é simples. Na verdade ela é mais uma incógnita, um dos maiores dilemas do mundo da fotografia, e ninguém sabe responder ao certo, afinal ambas são ótimas marcas, fato incontestável.

Pra você ter uma ideia, a concorrência Nikon vs. Canon na fabricação de câmeras DSLRs se tornou tão acirrada com o passar dos anos que hoje as duas chegaram ao ponto de serem praticamente equivalentes. É claro que o lançamento de um novo modelo ou as ações feitas em determinado ano podem deixar a Canon na frente, do mesmo jeito que podem fazer a Nikon disparar, mas no fim das contas, acredite, elas acabam voltam para o ponto de partida, sem muitas diferenças. Fala sério, você consegue diferenciar no olho uma foto feita com uma Canon e outra com uma Nikon?

Então como decidir qual marca escolher na hora de comprar uma câmera profissional de entrada ou mais avançada? A decisão depende única e exclusivamente de v-o-c-ê.


EMILY CAIN

Primeiro, saiba ou relembre um dos princípios mais importantes da fotografia: quem fotografa é o fotógrafo, não a câmera. É por isso que você vê pessoas entendidas e com olhar apurado fazendo fotos incríveis com câmeras de bolso, compactas e celulares; tendo uma lente já é o suficiente! Moral da história: não pense que comprando de uma marca considerada “melhor”, suas fotos vão sair igualmente “melhores”, porque equipamento não é nada sem a pessoa que o controla.

Segundo: procure conhecer pelo menos uma câmera da Canon e outra da Nikon. Pegue, fuce os menus, veja qual você acha mais confortável de segurar e configurar. Parece brincadeira, mas isso pode ser decisivo, porque não é legal usar um trambolho que você não tem afinidade, não consegue encontrar nem onde muda a resolução das fotos. Eu por exemplo, consigo trabalhar muito melhor com a Canon, acho as câmeras mais leves ergonômicas e com botões e menus mais interativos. Mas isso vai de cada um, não adianta seguir minha opinião porque sua experiência pode ser bem diferente, ok?


ANNIE HALL

Por último, seja sensato: se for comparar especificações, compare com câmeras da mesma categoria em cada marca. Uma top de linha da Canon vai ser bem melhor que uma DSLR de entrada da Nikon, e assim o contrário. Exemplos de câmeras na mesma linha: Canon T3 – Nikon D3100 e Nikon D5100 – Canon T3i.

Seguindo esses três passos (principalmente o segundo), você com certeza vai encontrar a marca ideal que sua futura câmera deve ter. Lembre-se sempre de pesquisar sobre algum modelo pretendente, ler reviews, enfim, se informar bastante antes de decidir, porque é um bom investimento em jogo!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Irão os smartphones acabar com as máquinas fotográficas?

Vivemos atualmente num período tecnológico dominado essencialmente pelos dispositivos móveis (smartphones e tablets). No caso dos smartphones, estes pequenos equipamentos permitem-nos estar sempre contactáveis e oferecem-nos ainda um conjunto de funcionalidades que nos ajudam nas tarefas do dia a dia (ex. aceder ao e-mail, agenda, acesso às redes sociais, etc). Além das características referidas, os smartphones trazem hoje câmaras fotográficas que garantem uma excelente qualidade de fotografia, muita das vezes superior ao que muitas máquinas fotográficas conseguem. Tendo em conta este cenário, será que os smartphones estão a acabar com a indústria da máquinas fotográficas?




A arte da fotografia tem vindo a crescer como um hobby mas… o segmento das máquinas fotográficas tradicionais “básicas e limitadas” tem vindo a ser ultrapassado por um novo conceito, essencialmente ligado às redes sociais, onde os smartphones fazem o trabalho das máquinas fotográficas e de uma forma rápida e cômoda permitem partilhar de imediato os conteúdos online. Facebook, Instagram são alguns dos serviços onde os utilizadores partilham, quase em tempo real, momentos especiais e únicos através dos seus smartphones.

Recentemente, um estudo levado a cabo pela DxO Labs, mostrou que os smartphones mais recentes e sofisticados são hoje capazes de superar muitas das máquinas fotográficas top-of-the-line. Como podemos ver no gráfico seguinte, o Nokia 808 PureView consegue, por exemplo, melhor qualidade que a Canon PowerShot G5.



Outra curiosidade interessante é ao nível do vídeo (já que hoje grande parte das máquinas fotográficas também permitem gravação e reprodução de vídeo). De acordo com uma análise do DxO Mark, o Samsung Galaxy S oferece uma qualidade de video superior à Canon PowerShot S100.



Por outro lado, tem-se assistido a uma mudança de paradigma e existem hoje algumas máquinas fotográficas no mercado com acesso à Internet e integração com os mais diversos serviços. Mas será tal medida suficiente para dar continuidade ao mercado das máquina fotográficas tradicionais…Está lançado o debate:
…será que os smartphones irão acabar com a indústria das máquinas fotográficas?