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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Instagram: A realidade é que ninguém quer saber do fotógrafo, infelizmente


É irónico, na verdade. O Instagram é a maior plataforma de fotografia social do mundo, mas os fotógrafos são constantemente submetidos às suas fotos postadas e repostadas sem um crédito ou tag à vista. 

Porquê?

No mundo do Instagram, ninguém se importa com o fotógrafo, exceto outros fotógrafos. Talvez pareça um pouco extremo. Os fotógrafos estão constantemente a receber a extremidade curta do bastão. Lutam pelo crédito da foto. Lutam para fazer um salário decente. Lutam para provarem-se como profissionais. Lutam para explicar pelo que valem e cobram. Todos os anos, um novo iPhone é lançado com uma câmara melhorada e é o que inevitavelmente parece ser outra razão pela qual alguém não precisa pagar por fotos profissionais. Quando se pensa sobre isso, com que frequência vês a tua foto publicada e nos comentários, os teus seguidores perguntam quem tirou a foto? Claro, isso acontece de vez em quando, mas a resposta real é basicamente nunca. Há incontáveis ​​vezes que eu tiro para a minha namorada, as fotos são postadas no Instagram, e parece que toda a gente está marcada, excepto o fotógrafo.


Depois, há o mundo dos influenciadores digitais. Eles só precisam ter um entendimento muito básico de encontrar uma boa luz e tirar uma foto no modo automático ou no modo retrato, editá-la numa aplicação de edição e postá-la no Instagram, gerando milhares de dólares por postagem. As marcas repostam as fotos dos influenciadores e dão sempre tag (créditos), marcam e dão destaque ao influenciador. Se é uma foto tirada por um fotógrafo profissional, 90% do tempo, não há crédito ao fotógrafo ou qualquer reconhecimento. As únicas pessoas que realmente se importam com quem tirou a foto são outros fotógrafos. As pessoas comuns não percebem como a luz é boa, o ângulo do assunto ou o que fotógrafo pensou durante o processo de composição. Eles preocupam-se com a pessoa na foto, com a aparência, o que está a usar e, talvez, com a localização.

Típicas influenciadoras digitais (modelos de Instagram)




Consultei os blogs Studybreaks, ABWatson e NewHopePhotography, no dia 23/11/2018.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

As 100 fotografias mais influentes de sempre

Escolha contou com a ajuda de especialistas de todo o mundo. Cerca de metade das fotografias escolhidas está relacionada com os EUA.



Por mais subjectiva que possa ser a escolha das 100 fotografias mais influentes de todos os tempos, há (sempre) quem arrisque fazer uma selecção de imagens que mudaram o rumo dos acontecimentos ou que alteraram a maneira como vemos o mundo. A Time, com uma longa tradição ligada ao fotojornalismo, divulgou esta quinta-feira na página 100photos.time.com aquelas que, na opinião da equipa editorial da revista norte-americana, são as fotografias mais influentes, as que mais estrondo/mudança/emoção causaram.

No início a ideia era fazer apenas (mais) uma lista. Mas à medida que Ben Goldberger, Paul Moakley e Kira Pollack avançaram em conversas com historiadores, editores de fotografia e curadores de todo o mundo perceberam que a complexidade da empreitada que tinham em mãos era maior do que imaginaram. Conversas que serviram também para afunilar um vastíssimo campo de produção fotográfica de quase 177 anos de história, se se considerar a data do anúncio da invenção da fotografia, 1839. As “escolhas inteligentes” que esses especialistas fizeram “ajudaram a reduzir o campo”, dizem os responsáveis pelo projecto no texto de apresentação.

Apesar do envolvimento de "especialistas de todo mundo", a selecção destas 100 fotografias acaba por reflectir a visão norte-americana da realidade ou a sua história, já que metade destas imagens dizem respeito a acontecimentos, autores, tecnologias ou instituições directamente ligadas aos Estados Unidos.


Falling man, Richard Drew, 2001


Boa parte das eleitas são amplamente conhecidas (algumas tornaram-se ícones) e entraram na história ou na memória colectiva, como é o caso da fotografia de Jeff Widener que mostra um manifestante pró-democracia chinês na Praça de Tiananmen sozinho perante uma coluna de tanques do Exército, corria a manhã do dia 5 de Junho de 1989. Ou a imagem de Richard Drew, da agência Associated Press, que ficou conhecida como falling man e que mostra um homem em queda depois dos atentados terroristas às Torres Gémeas no dia 11 de Setembro de 2001.

Há fotografias cujo sujeito pode até nem existir, como aquela em que o famoso monstro do lago Ness supostamente ergue o pescoço, mas que pela sua capacidade em resistir no debate público ganham protagonismo e preponderância.

Há fotografias de pioneiros (Roger Fenton, Harold Edgerton, William Anders) e autores consagrados (Robert Capa, Paul Strand, Annie Leibovitz) de artistas plásticos que usam a fotografia como principal meio de expressão (Richard Prince), mas também há imagens captadas por autores que permanecem no anonimato, como a que mostra a face ensanguentada da iraniana Neda Agha-Soltan, depois de atingida por um tiro durante manifestações em Teerão.

Há ainda fotografias que foram escolhidas por marcarem simbolicamente o início de novos tipos de expressão e cultura visuais, como a selfie tirada pela comediante norte-americana Ellen DeGeneres na cerimónia dos Óscares em 2014 ou a fotografia de Philippe Kahn de um recém-nascido creditada como a primeira imagem captada por um telemóvel.

"Não há uma fórmula que torne uma fotografia influente. Algumas imagens estão na nossa lista porque foram as primeiras do seu género, outras porque moldaram a maneira como pensamos. E outras estão aqui porque mudaram a maneira como vivemos. O que une as 100 é que são momentos de viragem na experiência humana."

A imagem mais recente em termos cronológicos é aquela que mostra o corpo de Aylan Kurdi, o rapaz de três anos cuja morte num naufrágio se converteu num símbolo da tragédia dos refugiados e inspirou uma série de outras imagens (de mímica fotográfica e de outros suportes, como o desenho e a ilustração).


O trabalho 100photos.time.com é acompanhado pela publicação de um livro.




Consultado 22.novembro.2016