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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Melhor tech com IoT da CES 2020 (PARTE 1)

Com o começo de um novo ano começa (e acaba) mais uma CES (consumer eletronics show). Este evento que decorre em Los Angeles é normalmente referido como a maior conferência do mundo da tecnologia do mundo, devido não só ao elevado número de marcas de peso presentes, mas também ao número de pessoas que atendam à mesma (sendo apenas aberta aos media e influencers). Nos últimos meses tem gerado muitas piadas como a sugestão de mudança do nome para "concept expo show", devido ao crescente número de tecnologias que funcionam como apenas conceitos serem apresentadas na mesma e à diminuição de produtos que realmente chegarão ao mercado ou que possuem utilidade. Sendo assim, alguns dos dispositivos que vou apresentar aqui seguem um pouco essa linha.

Bosch virtual sun visor:
Ao contrário do que disse anteriormente, esta é uma tecnologia muito mas mesmo muito útil. Fiquei genuinamente impressionado quando vi pela primeira vez. Como sabemos o sol é algo muito incomodativo quando estamos a conduzir, porém, as palas do carro costumam diminuir muito o campo de visão do condutor, aumento o esforço do mesmo e podendo até levar a acidentes. Por isto, a Bosch decidiu criar um visor (chama-se visor e não pala por uma razão) que conseguisse bloquear o sol, mas dando a máxima visibilidade da estrada. Este visor usa uma câmara que consegue perceber onde está a cara do condutor, ajustando a opacidade de uma tela LCD transparente que tem apenas a parte do display onde o solo iria bater tornada opaca. Talvez um pouco difícil de perceber na teoria, mas com a imagem e com o primeiro link que deixarei nas fontes conseguirão perceber o quão fantástico isto é. A Bosch confirmou ter algumas propostas de fabricantes de carros, porém, não tem datas para quando este produto virá para o mercado ou sequer se virá (como é costume na CES).


Autel Evo 2 drone series:
Apesar da moda dos Drones ter acentado um pouco, a indústria não parece parar, havendo lançamentos constantes destes dispositivos repletos de sensores. Mas o que estes têm de especial em relação aos outros, para além de serem caros e premium, estes drones possuem a capacidade de alteração da câmara, podendo ser feita uma escolha de entre: câmara 8K, de 6K (com abertura do diafragma ajustável) e uma câmara térmica! Para além da filmagem estilo militar que é possível fazer com a última que falei, o uso pretendido para a mesma é o de prevenção e combate a incêndios e uso industrial para deteção de resíduos quentes. Tudo isto será possibilitado com uma grande bateria e uma "range" de 9Km, impressionante!


Imagens:

  • URL1
  • URL2
  • consultadas no dia 12/01/2020


fontes:


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Blockchain pode exponencialmente melhorar a IoT

Primeiramente, o que é uma Blockchain? Esta é uma técnica que foi inicialmente descrevida em 1991, porém, tem ganho extrema relevância recentemente devido principalmente às criptomoedas como a Bitcoin. Esta técnica consiste numa corrente de blocos que transporta informação de uma maneira muito particular e interessante. Cada bloco possui três informações: o conteúdo (data) que no exemplo das criptomoedas indica o montante transferido e as carteiras envolvidas (de quem para quem); a hash, que funciona como uma impressão digital, que sendo assim é um número único para cada bloco, gerado aleatoriamente, usado para o identificar e que se altera sempre que o conteúdo do bloco é alterado; a hash do bloco anterior. 





O facto de cada bloco ter a hash so anterior é o que cria a cadeia de blocos. Por sua vez o facto de a hash de cada bloco ser alterada sempre que o conteúdo do bloco também o é, torna esta cadeia extremamente segura. Por exemplo, se tivermos uma cadeia com 3 blocos e o conteúdo do 2º bloco for alterado, o seu hash não irá corresponder ao que está presente no 3º bloco, sendo assim detetada uma falha e inviabilizando a cadeia dali para a frente.


Mas talvez esteja a pensar porque não mudar todos os blocos. Assim não existiria maneira de provar que ouve uma manipulação, certo? Felizmente esta técnica possui algo que se chama prof of work, que é um mecanismo que atrasa a criação de novos blocos (no caso das bitcoins demora cerca de 10 minutos a ser aceite um novo bloco à cadeia).

Para além disto a Blockchain usa algo que se chama peer to peer network, consistindo numa rede aberta em que qualquer pessoa pode participar. Sempre que é criado um novo bloco, este é enviado para todos os integrantes da rede que verificam o bloco de modo a perceber se não foi adulterado. Caso esteja tudo correto, este é adicionado à cadeia. É importante referir que para que um bloco seja aceite, a maioria dos integrantes da rede têm que identificar o novo bloco como válido.




Como é possível entender, esta técnica é extremamente eficaz em impedir a alteração de informação. Ora, isto é algo de extrema importância para a IoT que sendo completamente baseada na partilha de informação entre dispositivos pela internet, precisa garantir que a informação que chega e que é enviada não é acedida e alterado pelo caminho por hackers. 

Para além disso, a IoT é na sua grande maioria centralizada numa Cloud, caso esta seja exposta, todos os dispositivos integrantes da mesma ficam extremamente vulneráveis. A Blockchain por sua vez é uma técnica que utiliza a descentralização, sendo cada dispositivo individualmente responsável pela aferição e gestão da informação da rede. Isto não é só uma vantagem de segurança, mas também uma vantagem monetária, visto que os custos de manter uma Cloud são elevados, caso esta não seja necessário, o custo dos dispositivos IoT poderá descer exponencialmente, ajudando na sua popularização.

Como é evidente isto não é apenas um conto de fadas, também existem obstáculos. Primeiramente, ainda há muito para descobrir sobre a Blockchain, sendo uma técnica ainda muito "tenra". O maior problema é mesmo falta de consenso em relação ou setor de pouca energia sem fios WLAN.

Para terminar, quero apenas deixar um bónus. O laboratório de IoT da Bosch está neste momento a trabalhar num protótipo de um sensor que regista a quilometragem de um veículo e a envia permanentemente para uma blockchain através da internet de modo a combater a recorrente diminuição dos valores de quilometragem de um carro, de modo a aumentar o seu valor comercial.

Blogue pessoal sobre tech:
Imagens:
  • Printscreens de um vídeo
  • consultado no dia 10/11/2019

Fontes:

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Empresas mais importantes na indústria da IoT (PT.02)

4º - KONUX

Esta é talvez uma das empresas mais interessantes nesta lista. O foco da mesma é a criação e montagem de sensores em ferrovias. Estes ao recolher dados em relação a vibrações e mudanças de temperatura nos carris, conseguem detetar problemas. Comunicando essa informação com as empresas de manutenção que podem assim resolver o problema antes que este se torne sério. Tudo isto de forma automática com a ajuda da IA. É de salientar que esta empresa foi uma start-up fundada apenas em 2014. O seu trabalho tem sido tão notório que em 2018 recebeu o prémio CogX por "Incrível inovação com inteligência artificial e tecnologia de sensores".







5º - BOSCH


Esta grande empresa de sistemas microeletrónicos anunciou em 2015 que IoT passaria a ser uma prioridade na empresa. Desde então foram lançados vários produtos como: robôs que limpam a casa sozinhos, frigoríficos inteligentes, fornos inteligentes, ... Para controlo de todos estes dispositivos a BOSCH lançou um serviço de cloud para facilitar a conexão e controlo de todos os aparelhos que referi anteriormente. Para além disso, a BOSCH lançou também uma ferramenta chamada IoT Suite que ajuda desenvolvedores a criar, implementar e operar aplicações de IoT baseadas no sistema de Cloud. Exemplo de uma utilidade que pode ser dada a esta ferramenta é a da empresa HOLMER que a usa para operar vários sensores que são espalhados nos campos agrícolas a diferentes profundidades, indicando se a temperatura, humidade, etc, está correta para o tipo de planta em questão.







6º -  CISCO

A CISCO IoT é um conglomerado tecnológico do tão afamado Vale do Silício. O que a torna tão especial? A variedade de serviços e equipamento que produz para as mais variadas àreas. Por exemplo: educação, retalho, transportes, energia, refinarias de petróleo, fábricas inteligentes (das quais já aqui falei, indústria 4.0),... Neste momento parece que a ambição desta gigante tecnológica é a criação das cidades inteligentes (tópico que irei aqui falar).

Imagens:

Fontes: