Pesquisar aqui

Mostrar mensagens com a etiqueta 2012. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2012. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Professores de Informática dizem que é um retrocesso limitar TIC ao 2.º Ciclo

"Os professores de informática consideram um retrocesso limitar o ensino das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) ao 2.º Ciclo, conforme propõe o Governo no âmbito da revisão curricular intercalar, que está em discussão pública.

A disciplina é actualmente leccionada no 9.º ano (3.º Ciclo) e o Ministério da Educação e Ciência (MEC) pretende transferi-la para o currículo do 5.º e 6.º anos para garantir aos alunos mais novos uma utilização “segura e adequada” dos recursos digitais.

A Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI) afirma, no parecer hoje divulgado, que Portugal até foi pioneiro nesta matéria, mas cita os exemplos de Inglaterra e França no investimento que estão a fazer, mesmo quando adoptam medidas contra a dispersão curricular.

O Reino Unido “considerou as TIC em todos os níveis de ensino (stages 1,2,3 e 4)” e França “aposta na certificação de competências dos alunos em TIC em três níveis”, lê-se no documento.

Os professores concordam com a introdução da disciplina no 2.º Ciclo, mas defendem a manutenção no 3.º Ciclo.

“É com bom grado que vemos a iniciação para as TIC num nível de escolaridade mais baixo”, escrevem os professores, sugerindo que a disciplina seja alternada com Educação Tecnológica, com as turmas divididas por turnos.

Os docentes dizem que, sendo as duas disciplinas de carácter bastante prático, este desdobramento permite desenvolver aulas nas quais os alunos “efectivamente trabalham no computador, consolidando assim as aprendizagens”.

A ANPRI alerta ainda que devem ser os professores de informática (grupo 550) a leccionar a disciplina, que afirmam ter sido muitas vezes, em concursos de oferta de escola, atribuída a “docentes sem habilitação profissional ou própria para o exercício da função, à revelia da lei”.

Assim, alegam ser imprescindível que no documento definitivo da Revisão da Estrutura Curricular, esta questão fique “claramente definida”.

Os professores querem ainda manter a disciplina no 3.º Ciclo, por entenderem que a opção pelo 5.º e 6.º anos não é suficiente para o aluno “desenvolver convenientemente literacias” na área da informação, comunicação, produção e segurança digitais.

“Ao nível do 2.º Ciclo há conceitos e aplicações essenciais que ainda são de difícil compreensão para alunos desta faixa etária. E outros que não podem/devem ser abordados por impedimentos legais”, sustentam.

A ANPRI propõe que a oferta de escola, no 3.º Ciclo, seja substituída pela disciplina de TIC, alternando também aqui com Educação Tecnológica.

A associação volta a defender a necessidade da disciplina de informática no ensino secundário, “de onde foi retirada, deixando os alunos com défice de formação” nesta área.

“Os alunos finalizam o 12.º ano (e entram no Ensino Superior) sem conseguirem fazer um gráfico numa folha de cálculo ou sem saberem integrar informação de uma aplicação num documento estruturado”, exemplificam."

In Público: educação
à data de segunda feira, 23 de janeiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Imprensa regional vive “dias difíceis” e sem medidas poderão fechar jornais

"A imprensa regional vive “dias difíceis” e, se não forem tomadas medidas, haverá consequências “dramáticas”, nomeadamente o fecho de jornais, como os de inspiração cristã, já afectados pela crise económica e de leitura das novas gerações.

“A crise para a imprensa regional começou há muito”, desde que o Estado “praticamente acabou” com a distribuição da publicidade institucional pelos jornais regionais, que “era o suporte financeiro da sobrevivência” dos títulos, disse à Agência Lusa o presidente da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIIC), António Salvador dos Santos.

No entanto, em 2011 “começaram a aparecer, de forma mais consistente, indícios de crise, que ainda não são dramáticos, mas, se nada for feito, corremos o risco de haver consequências dramáticas”, na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API), João Palmeiro.

Em 2011, “não terá havido uma quebra abruta nas vendas”, mas “nota-se um aumento das dificuldades em cobrar assinaturas, o que tem impactos na saúde financeira” dos jornais regionais, disse, em declarações à Agência Lusa.

Os assinantes “não pagam a tempo e horas”, há “menos circulação certificada de exemplares” e, por isso, os jornais “têm menos publicidade ou publicidade mais barata e menos apoios do Estado”, através do porte pago, o que leva ao “aumento dos custos de distribuição”, explicou João Palmeiro.

Também “tem havido um decréscimo” na publicidade comercial e, sobretudo, na publicidade institucional e na obrigatória, referiu o presidente da API, que representa cerca de 200 empresas de jornais locais e regionais que editam cerca de 270 títulos.

Em 2011, “os jornais reduziram o que puderam”, sobretudo a nível industrial, ou seja, passaram a ter menos páginas e a usar papel mais barato e, alguns, mudaram a periodicidade, disse.

Segundo João Palmeiro, “estão a esgotar-se as alternativas para as empresas poderem continuar a publicar jornais”, que “vão tornar-se cada vez mais pequenos e menos interessantes e pluralistas e, por isso, terão cada vez menos capacidade concorrencial”.

“Temo que, este ano, vamos estar muito próximos dos limites adequados para um jornal poder ter a diversidade de conteúdos e a pluralidade de pontos de vista necessárias para cumprir de forma adequada o seu papel”, disse.

Os jornais “vão ter dificuldades em empregar jornalistas e em ter conteúdos atractivos e distintivos e, no limite, terão dificuldades em sobreviver” e alguns poderão fechar, avisou João Palmeiro.

“O futuro a Deus pertence. Contudo, há consequências imediatas”, como “o fecho de títulos, o que logicamente vai dando origem a desemprego no sector”, afirmou Salvador dos Santos, referindo que, nos últimos anos, já “desaparecem” cerca de 70 títulos de inspiração cristão num universo de cerca de 700.

A perda de títulos “arrasta-se há alguns anos”, mas acentuou-se nos últimos dois anos, devido também à “crise de leitura das novas gerações, mais seduzidas pela Internet”, explicou o presidente da AIIC, que tem “cerca de 300 títulos a pagar cotas”, mas “tem sido porta-voz” de cerca de 600 títulos de inspiração cristã.

Para evitar estes “riscos”, os jornais regionais “têm que pensar como podem usar a Internet como parte do seu negócio” e é “imprescindível” que o Estado “cumpra as suas obrigações em relação à publicidade institucional e à obrigatória, que são escandalosamente não cumpridas ao nível da imprensa regional”, disse João Palmeiro.

Segundo Salvador dos Santos, “parece” existir “uma consciência do actual momento” e os jornais regionais, “sem alarmes”, estão a “delinear” estratégias, nomeadamente a angariar novos leitores, a reduzir custos e a usar a Internet, “colocando os títulos online e iniciando uma nova fonte de receita”.

Os títulos regionais de inspiração cristã tentam “sobreviver sem uma política de pedincha”, mas exigem a redução dos custos de distribuição de exemplares por assinatura e “equidade na distribuição da publicidade institucional”, disse.
"

In Público online: media
à data de domingo, 22 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


Tendências tecnológicas que podem marcar 2012

A CES é a grande feira de electrónica de consumoA CES é a grande feira de electrónica de consumo (Steve Marcus/Reuters)
  

Portáteis ultrafinos, carros com Facebook e a dupla aposta da Microsoft para o futuro. São algumas das tecnologias mostradas na semana passada na CES, a maior feira de electrónica de consumo. Podem vir a fazer parte do seu quotidiano.
Ao longo da semana passada, e como acontece todos os anos, centenas de marcas reuniram-se em Las Vegas, nos EUA, para mostrar novidades. Em alguns casos, a tecnologia exibida na feira Consumer Electronic Show (CES), o maior evento do género, acaba por entrar nas casas e nos hábitos dos consumidores. Noutros, é apenas aquilo que as empresas gostariam de vender mas não conseguem, porque os compradores acabam por seguir numa direcção diferente.

Finos, leves e não são tablets
Há dois anos, uma das promessas da CES eram os smartbooks: portáteis muito pequenos, híbridos de computador e telemóvel, feitos a pensar em quem pretendia muita mobilidade e uma conectividade constante. Mas a Apple lançou nesse ano o iPad e a indústria teve de correr atrás dele, esquecendo os smartbooks e produzindo tablets em catadupa, que, por sua vez, foram as estrelas da edição de 2011.

Este ano, a CES apresentou uma proliferação dos chamados ultrabooks. Basicamente, são portáteis muito finos e leves, mas com ecrãs de dimensões suficientemente grandes e com capacidade técnica para poderem ser usados em situações de lazer e de trabalho com conforto. Inspiram-se no Macbook Air, que a Apple apresentou em 2008 como o computador mais fino do mundo.

Para trás no mundo da mobilidade já ficaram há muito os netbooks (os portáteis pequenos, baratos, mas com desempenho reduzido). Marcas como a Dell, a Samsung, a Sony e a Lenovo mostraram nesta CES ultrabooks equipados com o Windows 8, o próximo sistema operativo da Microsoft, que ainda não chegou ao mercado.

Google na televisão
É a segunda tentativa de incursão da televisão do Google, e é feita pela mão de fabricantes de peso: Sony, Samsung e LG são as três principais marcas a apresentar modelos equipados com a Google TV.

Trata-se de uma plataforma de televisão interactiva, que o Google lançou em 2010 e cuja base assenta também no sistema operativo Android, o mesmo que equipa telemóveis e tablets. Mistura a experiência televisiva, com a de navegação na Web, a visualização de vídeos de sites como o YouTube (também do Google) e permite ainda o uso de aplicações, devidamente adaptadas para um ecrã grande. Para aproveitar as funcionalidades, os comandos incluem um teclado qwerty completo. A tecnologia pode vir já integrada no próprio televisor ou ser comprada num aparelho à parte que se liga à televisão.

Tanto por parte da imprensa especializada, como dos consumidores, a recepção da Google TV foi fraca na altura do lançamento. Mas, com esta segunda vaga de esforços para comercializar aparelhos com esta plataforma, o televisor, um sistema de interactividade crescente mas que ainda é sobretudo uma experiência de consumo passivo, parece ser o dispositivo no qual as empresas tecnológicas estão ansiosas por entrar. A Apple tem há alguns anos no mercado a Apple TV, que também teve uma recepção tépida - mas há muito que circulam vários rumores sobre uma nova cartada da empresa (que, como habitualmente, não tem presença na CES) neste segmento.

Para além das marcas que apostaram na Google TV, a multinacional chinesa Lenovo (um dos maiores fabricantes mundiais de computadores) mostrou na CES a sua primeira televisão, com uma abordagem diferente da dos rivais. Em vez de usar a tecnologia da Google TV, decidiu adaptar a mais recente versão do sistema operativo Android, que é desenvolvido pelo Google e de uso livre. Contrariamente ao Google TV, o Android 4.0 foi pensado para smartphones e para tablets.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"Googlar" reconhecido como verbo

"Dicionário Merriam-Webster reconhece o termo como sinónimo de pesquisa usando o motor de busca Google.

Eu "googlo", tu "googlas", ele "googla"...O nome do motor de busca mais célebre da Internet já é oficialmente um verbo, sinónimo de pesquisa. É assim que consta na nova edição do dicionário norte-americano Meriam-Webster.

in Público"

In Da comunicação à expressão: exercícios gramática prática de português,  M. Olga Azeredo, M. Isabel Freitas M. Pinto e M. Carmo Azeredo Lopes, LISBOA editora
à data de quarta feira, 18 de janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Wikipedia fecha 24 horas em protesto contra lei anti-pirataria nos EUA



"O fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, confirmou, esta segunda-feira, que a versão inglesa da enciclopédia digital vai juntar-se ao protesto contra uma proposta de lei anti-pirataria nos EUA, suspendendo o funcionamento por 24 horas na quarta-feira.
Das 5 horas de quarta-feira às 5 horas de quinta (horas de Lisboa), a Wikipedia vai encerrar, à semelhança de outros serviços, como o reddit, depois de Jimmy Wales o ter anunciado na sua conta de Twitter: "Espero que a Wikipedia derreta os sistemas telefónicos em Washington na quarta-feira. Digam a toda a gente que conhecerem!"
De acordo com o fundador da Wikipedia, mais de 100 milhões de pessoas serão afectadas pelo corte, com a suspensão do serviço nas outras línguas a ser deixada à escolha das respectivas comunidades.
"Alerta aos estudantes! Façam o vosso trabalho de casa cedo. A Wikipedia vai protestar contra a lei má na quarta-feira!", escreveu Jimmy Wales no Twitter hoje à tarde.
A proposta de lei "Parem a pirataria online" ("Stop Online Piracy Act", ou SOPA, no acrónimo original) tem sido fortemente contestada nos Estados Unidos, desde activistas a empresas de Silicon Valley, tendo a Casa Branca mostrado a sua oposição na semana passada.
Enquanto várias empresas de conteúdos encaram a lei como importante para a protecção dos direitos de autor, as tecnológicas opõem-se ao documento pelo que alegam ser uma intrusão no seu trabalho.
Uma página intitulada "Luta pelo futuro", com 116 mil seguidores no Facebook, acusa a lei proposta de poder "quebrar a Internet" por causa das "imensas maneiras de como vai refrear a liberdade de expressão e inovação", segundo o modelo da carta que têm enviado aos membros do Congresso."

In Jornal de Notícias online: tecnologia
à data de terça feira, 17 de janeiro de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

A Wikipedia também se engana!!



"Em onze anos, a Wikipedia, que evoluiu de um projecto que pretendia ser uma enciclopédia online em moldes tradicionais, tornou-se um gigantesco repositório de informação, incontornável para quem faz pesquisas na Internet - a própria estrutura do site ajuda a que seja quase sempre um resultado cimeiro nas pesquisas do Google.




1

"Maitê Proença Gallo (n. São Paulo, 28 Janeiro 1959) é uma estrela porno brasileira, também conhecida pelos seus comentários ignorantes que envergonham o povo brasileiro." No dia 14 de Novembro de 2009, era assim que começava a página sobre a conhecida actriz brasileira. A descrição foi feita em retaliação por causa de um vídeo que fora transmitido dois anos antes, num canal brasileiro, mas que só em 2009 chegou ao conhecimento dos espectadores portugueses, através de um vídeo no YouTube, que depressa foi exibido também nas televisões. Nas imagens, Proença faz comentários trocistas sobre Portugal e cospe numa fonte do Mosteiro dos Jerónimos. A actriz e o canal acabaram por pedir desculpas.

2
O assassinato do antigo Presidente norte-americano John F. Kennedy e do seu irmão mais novo, Robert F. Kennedy, são motivo de especulações várias. Em 2005, um utilizador anónimo colocou na Wikipedia várias informações que indicavam que um jornalista americano chamado John Seigenthaler (amigo e, a dada altura, conselheiro de Robert) estava envolvido na morte de ambos. A entrada em causa esteve mais de quatro meses online, antes de ser retirada pelos gestores do site, a pedido de Seigenthaler. O incidente lançou um debate aceso sobre o funcionamento da Wikipedia.

3
Esta não convencia ninguém. Durante um breve período (nem sempre acontece, mas há erros na Wikipedia que são corrigidos quase imediatamente), David Beckham (que mesmo quem não tem interesse nenhum por futebol sabe quem é) estava descrito como um guarda-redes chinês do século XVIII.

4
Talvez um nível acima na escala da verosimilhança de que a nacionalidade de Beckham era chinesa -mas, mesmo assim, rapidamente desconstruída - era a informação de um romance entre o co-fundador do Google Sergey Brin e o fundador da Wikipedia Jimmy Wales. A dada altura, a entrada sobre Brin também chegou a afirmar, erradamente, que ele tinha morrido em Moscovo.

5
A 2 de Abril de 2007, duas semanas depois de o PÚBLICO ter publicado uma investigação sobre a licenciatura do ex-primeiro-ministro José Sócrates, um utilizador apagou a totalidade do parágrafo alusivo ao caso da Universidade Independente e eliminou ainda a menção ao facto de esta ser uma instituição privada. Não muito tempo depois, as referências ao caso Independente acabaram por voltar a ser introduzidas. Uma semana mais tarde, porém, o mesmo computador do utilizador inicial foi usado para retirar novamente todas as alusões à polémica (incluindo os links para as notícias da comunicação social). As alterações afectaram tanto a versão portuguesa como a versão inglesa com a biografia de Sócrates. O computador em causa fazia parte da rede informática do Governo.

6
No topo da escala de disparates da Wikipedia está também uma frase que surgiu na página do cantor Robbie Williams e segundo a qual este comia animais domésticos em pubs para ganhar dinheiro. Aos 16 anos Williams era já membro da banda Take That, um sucesso da década de 1990. E desde então tem ganho milhões. É pouco provável que tivesse de fazer o que quer que fosse num pub para ganhar dinheiro.

7
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair é um adorador de Hitler e, quando adolescente, tinha um poster do líder alemão no quarto. Foi apenas uma das muitas informações falsas que povoaram a biografia de Blair. Quando o Governo britânico apoiou a invasão do Iraque, a página da Wikipedia tornou-se quase numa plataforma de acusações políticas, levando à intervenção dos responsáveis da Wikipedia.

8
Em 2009, o senador americano Ted Kennedy protagonizou um dos momentos dramáticos nas cerimónias de tomada de posse de Barack Obama, ao ter um ataque durante o almoço. Kennedy foi conduzido para um hospital e a Wikipedia rapidamente o deu como morto, relatando que tinha morrido "pouco depois" do incidente. Ted Kennedy morreu apenas meses mais tarde, de cancro.

9
Em 2005, o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, foi apanhado a fazer batota. Wales editou a sua própria biografia, substituindo a expressão "co-fundador" por "fundador" e apagando a informação sobre Larry Sanger, o mentor do conceito de uma enciclopédia online e que esteve envolvido na criação do projecto que veio a dar origem à Wikipedia.

10
Eduardo Catroga é a mais recente vítima em Portugal da liberdade de edição da Wikipedia. A propósito da nomeação de Catroga para o conselho geral e supervisão da EDP, alguém editou a biografia do antigo ministro das Finanças, com um texto que começava por aludir à afamada frase que Catroga proferiu numa entrevista no ano passado na SIC Notícias. Começava assim a página na Wikipedia: "É mundialmente conhecido como o pentelho que ganha milhões."

Notícia corrigida às 19h05. O PÚBLICO também se engana: a Wikipedia celebra hoje onze anos e não dez (está activa desde 15 de Janeiro de 2001), como anteriormente estava escrito

In Público online: tecnologia
à data de domingo, 15 de janeiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

Apple suspende venda de iPhone na China após tumultos

A Apple anunciou ter suspendido a comercialização do mais recente modelo iPhone na China, na sequência de tumultos ocorridos naquele país no dia da estreia da venda do iPhone 4S. A China é o maior mercado mundial de telemóveis.

"A procura pelo iPhone 4S tem sido inacreditável e os stocks das nossas lojas estão esgotados", diz a empresa num comunicado citado pela agência AFP.

Em causa está a venda deste e de todos os modelos iPhone nas lojas Apple Store na China: três em Xangai e duas em Pequim, acrescenta a mesma agência, já que a venda dos referidos equipamentos continua disponível online e em agentes autorizados da marca.

A cobiça pelos telefones da Apple é tal que nesta sexta-feira de manhã houve confrontos que envolveram também a polícia, noticia a BBC. As filas de interessados começaram a formar-se durante a noite, à porta de uma das lojas de Pequim. Segundo a AFP, houve quem pagasse 12,35 euros (100 yuan) apenas para garantir o seu lugar na fila.

Às sete da manhã desta sexta-feira (hora local, menos oito horas em Portugal continental), alguns clientes mais impacientes começaram a atirar ovos às montras, depois de a loja não ter aberto à hora programada. Ouviu-se gritar "Abram a porta" e "mentirosos", relata a BBC.

Apesar de a venda oficial só ter começado agora na China, o iPhone 4S já está disponível no mercado negro chinês desde Outubro, acrescenta a AFP. O país conta com 500 milhões de internatutas, dos quais 340 milhões acedem à rede através de telemóveis e smartphones, refere a mesma agência, citando informações divulgadas na quarta-feira por Gao Xinmin, responsável da Sociedade de Internet da China."

In Público online: tecnologia
à data de sábado, 14 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Uma década depois do boom, o que é feito dos blogues?





Uma década depois do boom, o blogue não morreu, mas perdeu mediatismo. As redes sociais vieram elevar a fasquia da rapidez e da interactividade, embora não tenham ocupado por completo o tempo de quem se dedica a publicar coisas na world wide web.



Em 2000, a revista de tecnologia Wired publicou o seu primeiro artigo sobre blogging. Em 2004, a palavra “blog” foi considerada a palavra do ano pela editora americana Merriam Webster. Em 2008, a mesma revista Wired. afirmou em letras garrafais. "Twitter, Flickr, Facebook Make Blogs Look So 2004". A febre do blogue (para muitos foi uma espécie de febre) foi forte. Os debates inflamados e as quezílias entre bloggers ficaram célebres.

Paulo Querido, jornalista especializado na área dos novos media, editou em 2003, juntamente com Luís Ene, o livro “Blogs”. Um guia acima de tudo prático que ganhou pelo timing – a altura em que o blogue simplesmente emergia em Portugal.

No início de 2003, existiam 174 blogues portugueses, número que seis meses mais tarde saltou para 905, segundo as estatísticas da plataforma “Blogs em .pt”. Cinco anos depois, o mesmo autor anunciou no seu próprio blogue
"o fim da blogosfera"
.
Os sintomas tornavam-se visíveis. Os bloggers pareciam cansados de uma rotina exigente de actualizações e tinham sido atingidos por um desencanto face a um “espaço novo” que, militantemente, muitos quiseram contrapor ao jornalismo. Hoje, Paulo Querido faz um balanço dos últimos três anos: “dezenas de milhar de blogues abandonados” e “o surgimento de blogues colectivos”. Ao mesmo tempo, plataformas emergentes, com destaque para o Facebook e para o Twitter, trouxeram novas propostas de socialização.

Segundo dados do estudo “State of the Blogosphere 2011”, realizado pelo motor de busca de blogues Technorati, com uma amostra de 4114 bloggers em todo o mundo, 42% dos inquiridos haviam postado no último mês, ao passo que apenas 11% dos bloggers tinham actualizado a(s) sua(s) página(s) nas últimas 24 horas."


ATENÇÃO:

Para visualizar a notícia por completo ir à página do jornal online dedicada à reportagem.

In Público online: tecnologia
à data de terça feira, 10 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Jovens portugueses enviam mais de 100 SMS diários

"Os jovens portugueses enviam uma média de mais de 100 mensagens de texto por dia, de acordo com as conclusões de um estudo sobre as percepções dos jovens em relação ao uso do telemóvel.

O Instituto Superior Técnico (IST) e o Instituto de Telecomunicações (IT) divulgaram os resultados de um estudo cujo objectivo era perceber a utilização e preocupações dos jovens relativamente ao telemóvel e às radiações electromagnéticas.

O serviço de SMS é o mais utilizado pelas camadas mais jovens, que em média enviam mais de 100 mensagens por dia. As chamadas também são populares: os resultados indicam uma média de quase seis chamadas diárias, compreendendo mais de meia hora de conversação.

O telemóvel está bastante presente no dia-a-dia dos jovens, sendo que menos de 0,5% dizem não ter telemóvel. No entanto, muitos jovens afirmam ter mais do que um aparelho e a maioria teve o seu primeiro telemóvel aos dez anos.

Mais de 50% dos jovens admitem preocupar-se com os possíveis efeitos das radiações electromagnéticas, mas apenas 20% procurou informação sobre o tema. As medidas de precaução são praticamente inexistentes.

O estudo “Telemóveis e os jovens: utilizações e preocupações” foi desenvolvido durante o ano lectivo 2010/2011, e contou com 2471 inquéritos realizados em 40 estabelecimentos de ensino a nível nacional."

In Público online: tecnologia
à data de segunda feira, 09 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

É brasileiro, tem apenas 15 anos e pôs o iPhone a entender português

"Um adolescente brasileiro de 15 anos de idade conseguiu que o sistema de reconhecimento de voz Siri, lançado com o mais recente modelo do iPhone, o 4S, entenda perguntas em língua portuguesa, quando oficialmente apenas reconhece o inglês, o alemão e o francês.

"Como a Apple sempre esquece do Brasil quando lança algum produto desse tipo, achei que seria uma oportunidade legal de tentar mudar isso", afirmou o jovem Pedro Franceschi à agência Lusa.

A ideia partiu de uma conversa com os amigos, utilizadores do iPhone 4S que sentiam falta de poder utilizá-lo na sua língua materna.

Simplificando a explicação, o jovem diz que a adaptação foi feita a partir da intercepção da comunicação entre o dispositivo de reconhecimento de voz do iPhone, conhecido como Siri, e os servidores da Apple. Para tal, o jovem programador utilizou a aplicação Dragon Dictation, que também transcreve dados de voz, incluindo em português.

"Basicamente, o áudio é interpretado utilizando a aplicação Dragon Dictation, da Nuance, é traduzido e regravado em inglês e então é enviado de volta para a Apple, simulando uma consulta feita em inglês ao Siri", explica o estudante.

Segundo Pedro Franceschi, a solução foi encontrada após três dias "quebrando a cabeça" e duas noites "viradas". O trabalho maior foi decifrar os protocolos de comunicação trocados entre a Apple e o iPhone 4S.

A funcionalidade ainda não está disponível para os utilizadores comuns. Mas, como se pode ler no
blogue de Pedro Franceschi, "assim que o Jailbreak [método através do qual é possível desbloquear o iPhone para permitir a instalação de outros programas, que não os aprovados oficialmente pela Apple] do iPhone 4S estiver disponível, trabalharei arduamente para fazer o Siri em português brasileiro funcionar no iPhone 4S, não dependendo assim da Apple para isso!"

Como utilizou na adaptação tecnologias que são patenteadas (da Dragon Dictation, por exemplo), Pedro explica que a única parte de seu trabalho possível de ser registável seria o algoritmo de comparação de áudios, criado por ele. O jovem afirma, no entanto, que não possui qualquer interesse em registar patentes de inventos seus, por questões ideológicas. "Acho que o conhecimento é livre e patentear software não é uma alternativa interessante", enfatiza.

Desde a divulgação da descoberta, o jovem autodidacta - que programa desde os oito anos - passou a ser procurado por empresas com ofertas de trabalho. Nenhum delas, porém, o fez sair da firma de programação onde já trabalha."

In Público online: tecnologia
à data de domingo, 08 de janeiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Boneco de Steve Jobs irrita Apple


Boneco de Steve Jobs irrita Apple

"Com a morte de Steve Jobs, o mercado foi inundado por vários artigos que evocam a memória do fundador da Apple. Desde t-shirts até capas para o iPhone, são muitos os produtos vendidos na Internet. No entanto, um boneco realista de Steve Jobs pôs o departamento legal da empresa de Cupertino em acção ainda antes de começar a ser vendido.
Criação da In Icon, uma empresa chinesa baseada em Hong Kong, o boneco de 30 cm provocou algum burburinho na Internet, o que fez com que a Apple se apercebesse da sua existência.

De acordo com o "The Daily Telegraph", a empresa não terá gostado de ver uma reprodução pormenorizada do fundador da Apple no mercado e já enviou uma carta à In Icon avisando que irá proceder legalmente se o boneco, que custa 80 euros em pré-venda, for mesmo vendido.
"Qualquer brinquedo que lembre o logótipo da empresa de tecnologia, o nome de uma pessoa, a aparência ou parecença com os seus produtos é um crime", escreve a Apple, citada no jornal britânico.
Segundo a revista "Wired", na Califórnia, os direitos de personalidade impedem que haja reproduções da imagem da pessoa, voz ou assinatura sem o seu consentimento. Este impedimento vigora até 70 depois da morte da pessoa.

Para além da figura pormenorizada de Steve Jobs, a companhia vende também miniaturas das calças de ganga Levis, sapatilhas brancas New Balance e camisola de gola alta que se tornaram imagens de marca do criador de gadgets como o iPhone e iPad.
Disponíveis para os clientes, estão ainda um pacote com duas pequenas maçãs (uma delas roída) e um cenário com a frase que fez vibrar os fãs nas apresentações de novos produtos: "só mais uma coisa".
Este não é o primeiro boneco de Steve Jobs a fazer com com que a Apple ameace proceder legalmente contra uma empresa. Já em 2010, a companhia conseguiu impedir a venda de um boneco em que Jobs segurava um iPhone na mão."

In Jornal de Notícias online: tecnologia
à data de sábado, 07 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O 'trailler' oficial dos Oscares

O regresso de Billy Cristal à cerimónia de entrega dos Oscares é o tema do divertido 'trailler' lançado hoje pela Academia de Hollywood: com o título 'Off the Grid', o 'trailler' simula a busca realizada por dois exploradores ao desaparecido anfitrião.



Billy Cristal apresenta pela nona vez a cerimónia de entrega dos Oscares (a última vez tinha sido em 2004) e as expectativas são bastante elevadas.

O evento realiza-se a 26 de Fevereiro e a lista de nomeados é conhecida já a 24 de Janeiro.

In Diário de Notícias online: Artes
à data de sexta feira, 06 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Há uma nova religião na Suécia e os direitos de autor não vão gostar

“Agradecemos-te, Senhor, por este ficheiro que vamos sacar.” A partir de hoje, todos os que crêem na cópia e na partilha livre de músicas, filmes ou qualquer outro tipo de ficheiro digital, podem comungar na Igreja do Kopimism, uma congregação oficialmente reconhecida como religião pelas autoridades da Suécia.



O termo “kopimism” (de “kopimi” – lê-se “copy me”) é de difícil tradução para o português, mas o principal mandamento desta nova igreja é fácil de compreender pelos falantes de qualquer língua: copiarás e partilharás livremente todos os ficheiros que te aparecerem pela frente.

O fundador da Igreja do Kopimism é um jovem sueco de 19 anos, estudante de Filosofia. Chama-se
Isak Gerson
e está hoje muito activo no Twitter, a responder a solicitações e a agradecer os parabéns pelo reconhecimento da sua crença como religião oficial. Entre as respostas aos “tweets”, ainda tem de arranjar tempo para manter online o site oficial da sua congregação. Devido ao excesso de visitas, Isak Gerson viu-se obrigado a deixar uma mensagem no Twitter a todos os interessados: “Os nossos servidores estão a ser reiniciados de cinco em cinco minutos. Se o site estiver em baixo, esperem uns minutos e tentem novamente!”

Ao final da manhã, a página de entrada do
site
explicava a causa dos problemas técnicos: “Bem-vindos ao site da Igreja do Kopimism! Estamos em baixo devido a excesso de tráfego e, por isso, estamos temporariamente a mostrar uma página Web estática. Se estão interessados em tornarem-se membros, voltem a este endereço nos próximos dias, depois de a tempestade acalmar”.

Desde 2010 que os membros do Kopimism tentavam ver a sua igreja reconhecida oficialmente, mas os dois primeiros pedidos foram negados, em Março e em Julho de 2011.

"A informação é sagrada e o acto de copiar é um sacramento"

A missão dos membros da Igreja do Kopimism não podia ser mais simples, como se pode ler num comunicado publicado no site oficial: “Para a Igreja do Kopimism, a informação é sagrada e o acto de copiar é um sacramento. A informação possui um valor em si mesma e naquilo que ela contém e esse valor é multiplicado através da cópia. Assim, o acto de copiar é central para a organização e para os seus membros”.

Outra das cruzadas desta nova religião é a luta contra os direitos de autor: “Ser proprietário de software (manter o código-fonte escondido das outras pessoas) é comparável à escravatura e deve ser proibido".

Citado pelo site Torrentfreak, o fundador Isak Gerson queixou-se do “estigma legal” à volta do acto de copiar e partilhar ficheiros, mas fez votos para que a sua igreja ajude a mudar a situação actual. “Muitas pessoas ainda têm receio de ir para a cadeia quando estão a fazer cópias ou remisturas. Espero, em nome do Kopimi, que isto se altere.”

Para ser reconhecida oficialmente como religião pela comissão nacional sueca
Kammarkollegiet
, a Igreja do Kopimism teve de detalhar o seu sistema de preces ou meditações. Os responsáveis explicaram que o principal ritual da igreja é “o acto de copiar e estabelecer uma ligação entre os seus membros através da partilha de informação”.

A Igreja do Kopimism passou de 1000 para 3000 membros (ou “kopimists”) no segundo semestre de 2011, mas o reconhecimento oficial por parte das autoridades suecas deverá impulsionar ainda mais o crescimento desta comunidade. Para se ser membro da Igreja do Kopimism não é preciso preencher formulários; "basta sentir um chamamento para adorar o mais sagrado de tudo o que é sagrado – a informação e a cópia"."

In Público online: tecnologia
à data de 05 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Google quis dar o exemplo e castigou o seu próprio browser

"O Google decidiu enxotar o seu browser, o Chrome, para fora das primeiras páginas de resultados no motor de busca, depois de ter sido acusado de permitir uma estratégia publicitária que viola o seu próprio código de conduta.


Em causa está o pagamento em dinheiro a bloggers para a publicação de artigos sobre um vídeo de publicidade ao Chrome, acompanhados da frase "This post is sponsored by Google" (Este post é patrocinado pelo Google).

Num dos casos, um blogger deixou um link directo para o endereço oficial do Chrome, o que viola as
regras de qualidade
da empresa sobre comportamento na Web.

A campanha publicitária foi encomendada à empresa britânica Essence Digital, que depois encarregou outra empresa, a Unruly Media, de espalhar os vídeos pela Web. Foi esta empresa que entrou em contacto com os bloggers para que publicassem artigos sobre o vídeo.

Os responsáveis do Google afirmam que nunca tiveram a intenção de pagar a bloggers com vista à publicação de links directos para o Chrome, mas – em resposta à vaga de notícias sobre este assunto, que começaram no site
Search Engine Land –, dizem agora que a empresa deve dar o exemplo. A explicação
chegou através da rede social Google+, pela mão do director do departamento da empresa que visa combater o spam na Web, Matt Cutts.

"Se forem ver as duas dúzias de artigos patrocinados (tal como fez a nossa equipa de controlo de spam), vão verificar que mostram um vídeo sobre o Google Chrome, mas não têm nenhum link directo para o Google Chrome", escreveu o responsável da empresa norte-americana. O problema é que, no parágrafo seguinte, Matt Cutts admite que a sua equipa encontrou um artigo com um link para o endereço oficial do browser.

Assim, o endereço será penalizado nas pesquisas no Google por "pelo menos 60 dias". Findo este período, "alguém por parte da equipa do Chrome pode enviar um pedido de reavaliação desta decisão, tal como qualquer outra empresa teria de fazer"."

In Público online: tecnologia
à data de quarta feira, 04 de janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tecnologia: os momentos que marcaram 2011


O Google lançou uma rede social, Steve Jobs morreu, a Nokia e a Microsoft deram as mãos. Uma síntese dos eventos que marcaram o ano na área da tecnologia.
  
A parceria Nokia Microsoft
Duas empresas com dificuldades em afirmar-se no mercado dos smartphones resolveram dar as mãos. Em Fevereiro, o CEO da Nokia, Stephen Elop (um ex-executivo da Microsoft) apareceu junto do homólogo da Microsoft, Steve Ballmer, para anunciar uma parceria. A Nokia decidira adoptar o Windows Phone 7 como plataforma para smartphones.

Os primeiros resultados surgiram no final do ano: dois modelos com este sistema operativo, um topo de gama, o outro de gama intermédia. Foram bem recebidos pela imprensa especializada, mas ainda só estão à venda em alguns países europeus. O teste do mercado ainda mal começou. E a Nokia, que também enfrenta a concorrência cerrada de fabricantes orientais no segmento dos telemóveis de baixa gama, dificilmente se pode dar ao luxo de um falhanço.

A re-entrada do Google nas redes sociais
Depois de duas tentativas falhadas (com o Buzz e o Wave) e de um site que praticamente só tem expressão no Brasil (o Orkut), o Google conseguiu finalmente criar uma rede social com potencial de sucesso.

O Google+ foi lançado em finais de Junho, estando inicialmente acessível apenas por convite. Em Outubro, a empresa congratulou-se por ter mais de 40 milhões de utilizadores, embora nem todos sejam necessariamente utilizadores activos. O Facebook ronda os 800 milhões de contas.

Mesmo longe dos números do Facebook, com o qual o Google compete pelo tempo dos utilizadores e pelo dinheiro dos anunciantes, o Google+ foi um passo muito mais firme que os anteriores.

Steve Jobs (1955-2011)
Cerca de oito anos após o diagnóstico de um cancro no pâncreas, o icónico fundador da Apple morreu, a 5 de Outubro, aos 56 anos. Poucos meses antes, deixara de ser CEO da empresa. Nos últimos anos, tinha tido baixas prolongadas.

Jobs cresceu na Califórnia, na época e no local onde despontavam os computadores pessoais. Em parceria com Steve Wozniak (frequentemente descrito como um génio informático), fundou a Apple, que deixou ambos milionários quando entrou em bolsa, em 1980.

Na extensa – e excessivamente detalhada – biografia oficial, intitulada “Steve Jobs”, o autor, Walter Isaacson, considera que Jobs transformou várias indústrias: a dos computadores pessoais; do cinema de animação (com o estúdio Pixar, onde foi criado Toy Story); da música; das lojas de retalho (por causa das lojas da Apple); dos telemóveis; dos tablets; e da publicação (por causa do impacto do iPhone e do iPad). Mas o livro mostra também o lado mais escuro de uma pessoa que quebrava amizades, fugia a responsabilidades e chorava quando não lhe faziam a vontade.

Os ciber-ataques
Este ano, aconteceram em quase todo o lado. Em Abril, plataformas da Sony, usadas para jogar online e comprar conteúdos, foram atacadas, expondo informação pessoal e bancária de milhões de utilizadores. Entre Maio e Junho, os LulzSec, que se definiam como uma “tripulação” de seis pessoas, atacaram os sites da CIA, do Senado americano, do serviço de rádio e televisão pública dos EUA (PBS) e de outras empresas.

Já no final deste ano, os incidentes entre manifestantes e polícia no dia da greve geral levaram a uma sucessão de ciberataques em Portugal. O mais grave culminou na divulgação de um ficheiro com informação de 107 polícias.A compra da Motorola pelo Google
O Google anunciou em Agosto a compra da Motorola Mobility, a empresa americana fabricante de telemóveis (e de caixas receptoras de televisão), que lançou no mercado vários smartphones com o sistema operativo Android.

Mais do que o negócio dos telemóveis, a Motorola tem uma extensa lista de patentes que ajuda o Google a proteger o Android de ataques dos principais rivais: a Microsoft e a Apple, que este ano teve uma política agressiva de processos judiciais por questões de propriedade intelectual.

O negócio terá ainda de passar pela aprovação dos reguladores, mas deverá concretizar-se em 2012 - e lançou alguns receios nos outros fabricantes que usam o Android, que temem que a Motorola passe a ter acesso priveligiado às novas versões do sistema.

Microsoft mostra o próximo Windows
A Microsoft fez em Setembro uma apresentação para programadores do Windows 8, o próximo sistema operativo da multinacional, que tem um novo paradigma e está concebido para equipar tanto computadores como tablets.

O Windows 8 usa uma interface com grandes mosaicos, que se chama Metro e é semelhante à que já é usada no sistema para telemóveis da empresa. A Microsoft (que está a tentar aliciar programadores para desenvolverem aplicações para a plataforma) anunciou também uma loja de aplicações para o Windows 8, semelhante à que a Apple tem para o sistema Mac OS X.

O Windows 8 chega ao mercado em 2012.

Amazon lança um tablet
Em finais de Setembro, a Amazon apresentou novos modelos de Kindle, o conhecido leitor de ebooks da empresa. Um destes modelos é o primeiro abaixo da fasquia dos 100 euros (custa 99 euros em França e Espanha, mas só está disponível para Portugal através da loja americana), o que promete impulsionar o negócio dos livros electrónicos.

A estrela da apresentação foi, contudo, o Kindle Fire, o primeiro tablet da Amazon (tem um ecrã convencional, em vez dos ecrãs de tinta electrónica dos outros Kindle), que está equipado com o sistema operativo Android.

O Fire, que está disponível apenas nos EUA, tem um preço de 199 dólares, o que é relativamente barato no mercado dos tablets, e permite o acesso à panóplia de conteúdos da Amazon, que vai dos livros às assinaturas de jornais e revistas. Muitos deram-no como um concorrente forte face ao mais caro – e tecnicamente superior – iPad. Mas os primeiros clientes têm-se queixado de falhas e da falta de qualidade do aparelho.

In Público online: tecnologia
à data de terça-feira, 03 de Janeiro de 2012

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Panda lança nova gama

A Panda Security anunciou o lançamento da nova gama 2012 de soluções de consumo: Panda Internet Security 2012 for Netbooks, Panda Antivirus Pro 2012, Panda Internet Security 2012 e Panda Global Protection 2012. Todas as soluções já se encontram disponíveis para compra online e ficarão em breve disponíveis fisicamente nos locais de venda habituais. A gama de produtos 2012 da Panda Security é a mais completa de sempre, tendo sido desenvolvida para utilizadores da Internet que desejam desfrutar ao máximo da Web 2.0 e do seu mundo digital.



in Destak

Windows 8 chega em 2012


Aconteceu esta semana, durante uma conferência na Califórnia: a Microsoft realizou uma antecipação de como será a próxima versão do seu sistema operacional Windows, que está a ser desenvolvido para concorrer no mercado dos tablets.
E o novo software promete dar que falar, quiçá revolucionar o mercado informático. Isto porque a Microsoft quer deixar para trás o tradicional sistema do Windows e implementar outro mais próximo da estática e funcionalidades da sua versão actual para telemóveis - Windows Phone 7 -, com um sistema de ecrãs touchscreen, aplicações e menus dinâmicos.
O herdeiro do Windows 7, que, embora sem nome oficial, é denominado como Windows 8, foi apresentado no âmbito da conferência D9: All Things Digital.
Segundo assegurou Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows da Microsoft, o próximo sistema servirá tanto para o habitual trabalho em escritório - com rato e teclado -, como para dispositivos mais móveis.
A 1ª demonstração em teste para um tablete, que para funcionar precisou de um computador convencional, ficou a cargo de Julie Larson-Green, vice-presidente do Windows Experience. O software, entre outras coisas, permitirá a realização de tarefas simultâneas e combinar dois programas para ver duas aplicações ao mesmo tempo.



in Destak