quinta-feira, 24 de março de 2011

O adeus da imperatriz


Ícone de Hollywood Elizabeth Taylor morre aos 79 anos

Em mais de sete décadas de carreira, ganhou três Óscares, vários Globos de Ouro e Beftas... e chegou até a ser condecorada pela rainha de Inglaterra. Faz sentido: afinal nasceu a 27 de Fevereiro de 1932, na britânica Hampstead, onde viveu até aos 7 anos, no seio de uma família de comerciantes e galeristas de arte.
Hollywood chora desde ontem a morte do último ícone de uma certa era dourada da Sétima Arte, de um glamour natural que já não se fabrica. A actriz-criança, cuja beleza estonteante na idade adulta seduziu homens e despertou invejas feminitas, faleceu aos 79 anos, no Hospital Cedars-Sinais, em Los Angeles, onde estava internada desde 11 de Fevereiro. O seu coração não resistiu.
Nos momentos finais - «pacíficos», garantiu um porta-voz - estiveram ao seu lado os filhos de Michael, Christopher, Liza e Maria, esta última fruto da paixão avassaladora com o actor Richard Burton, com quem Taylor, escandalosa, casou duas vezes. No seu currículo haverá ainda espaço para mais seis casamentos, com homens tão distintos como herdeiros de hotéis de luxo, actores, produtores, cantores, senadores ou empreiteiros de construção.

Olhos violetas
Com os seus cabelos azeviche e olhos violetas, a grande (derradeira) amiga do também já falecido Rei da Pop deu vida a múltiplas personagens. Foi a inocente amiga de Lassie e também a terrível Cleópatra. Foi Gata em Telhado de Zinco Quente e não teve medo de Virgínia Wolf. Contracenou com James Dean em O Gigante, filme que o galã tragicamente nunca chegaria a ver. No entretanto, definiu o conceito de jetset nos anos 60, ao promover festas para obras de caridade.
Em 1985, após a morte do querido amigo Rock Hudson, intensificou a sua cruzada contra a Sida, criando a fundação AmFAR.

Lado negro da fama
Elizabeth saboreou o lado negro da fama. Nas últimas décadas as suas investidas em clínicas para curar a dependência do álcool e das drogas como que integraram o implacável anedotário internacional. A doença bateu-lhe à porta em Fevereiro de 1997, quando foi hospitalizada para retirar um tumor no cérero. Em 2009 voltava ao bloco operatório para ser operada ao coração. O mesmo que ontem deixou de bater.


in Destak, 5ª feira - 24 de Março de 2011

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