quarta-feira, 11 de abril de 2018

Como seria programar sem ciclos?

    Agora que começámos a entrar verdadeiramente em programação, com a aprendizagem de ciclos e outras estruturas um pouco mais complexas, penso relevante pensar um pouco sobre as funções destas e quais as vantagens em utilizá-las. Em particular, os ciclos de iteração.
    Não seria de todo descabido perguntar: "Mas porquê dar-me ao trabalho de aprender mais comandos para fazer iterações?". E, de facto, até agora temos feito construído algumas coisas sem necessitar destes ciclos. Contudo, há uma enorme panóplia de vantagens em utilizar ciclos, quaisquer que eles sejam (while, do while, for...). Primeiro, os projetos que realizámos até agora eram extremamente pequenos, pelo menos de um ponto de vista mais avançado. Aliás, um programa relativamente simples chega facilmente aos milhares de linhas, e isto é COM ciclos. E acreditem quando digo que se não utilizássemos estas estruturas o número de linhas aumentaria exponencialmente! Resumidamente, o que ciclos iterativos nos permitem fazer é correr um certo conjunto de dados e analisá-los ou filtrá-los ou tratá-los de acordo com um critério por nós definido. Quando os dados são poucos, ainda é exequível escrever linha a linha para cada um. Agora, se tivermos um conjunto com 5000 entradas e precisarmos de ordená-las, por exemplo, seria impraticável tratar um a um. Esta é a principal vantagem de ciclos. Eles permitem analisar grandes quantidades de dados de uma forma rápida e eficaz (e rápido e eficaz é algo que qualquer programador procura). No entanto, ainda há mais vantagens para além da quantidade. Enquanto se nós próprios fôssemos analisar tudo individualmente, as hipóteses de acontecerem erros ou enganos aumentariam bastante com a quantidade. Contudo, para um computador é indiferente tratar de 1 entrada ou de 1000000, ele faz exatamente o que estiver escrito no código. Se houver algum erro, ele irá  fazê-lo em todas as entradas. Se não houver, não haverá em nenhum. Portanto, ciclos não melhoram somente a quantidade do trabalho mas também a qualidade. Como se isto não chegasse, a presença de ciclos, em vez de linhas isoladas, melhora a legibilidade do código e, numa nota mais pessoal, torna-o esteticamente mais apelativo.
    Ora, estas não são as únicas vantagens associadas a usar ciclos mas do meu ponto de vista são os mais significativos. Mas eu penso que estas mostram claramente que programar sem utilizá-las seria redutor e incrivelmente entediante pelo que isto as torna numa das bases de qualquer linguagem de programação e uma ferramenta a ser dominada por qualquer programador, amador ou profissional.




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