quinta-feira, 5 de março de 2015

Nelson Évora como candidato às medalhas do triplo-salto nos Europeus de pista coberta

O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) disse hoje que ter Nelson Évora como candidato às medalhas do triplo-salto nos Europeus de pista coberta é “uma lufada de ar fresco”, mas lamentou a curta dimensão da comitiva.
“Gostaria, eventualmente, de ter uma comitiva mais alargada. Houve atletas que ficaram muito perto das marcas de referência, de qualquer modo, esta é uma boa comitiva, com atletas que se estão a preparar também para os Mundiais e para os Jogos Olímpicos”, afirmou Jorge Vieira, em declarações à agência Lusa.
Além do campeão olímpico em Pequim2008, Portugal vai apresentar mais seis atletas, casos de Yazaldes Nascimento, nos 60 metros, e João Almeida, nos 60 metros barreiras, Patrícia Mamona e Susana Costa, também no triplo salto, e os varistas Edi Maia e Diogo Ferreira nos Europeus de Praga, na República Checa, que vão ser disputados de sexta-feira a domingo.
À margem da apresentação da corrida solidária Wings for Life, o presidente da FPA realçou o regresso de Nelson Évora, que, depois de 2009, foi atingido por uma série de lesões, algumas graves, como a fratura da tíbia que o afastou dos Jogos Olímpicos de Londres2012.
“O Nelson Évora foi uma lufada de ar fresco nos últimos tempos, depois de tudo o que passou e está mais uma vez a revelar-se como o grande campeão que é. Não é que foi, é que é. Eu próprio tinha muitas dúvidas, mas, como nos grandes campeões, podemos esperar tudo”, referiu.
Jorge Vieira considerou “extraordinário” o desempenho do triplo saltador do Benfica, que “está novamente na elite europeia com três saltos acima dos 17 metros”.
“Isso é extraordinário, eu diria que é o nosso único candidato, um pouco inesperado, para o realismo dos comuns, que é diferente do realismo dos campeões. Revela o estofo de campeão, pelo que passou numa disciplina tão difícil, dura e violenta, que não são apenas três saltos, em que cada batida no chão podem ser 20 vezes o peso do corpo em cima da perna, leva a que os resultados dele tenham uma consideração muito especial”, explicou.
Analisando a restante comitiva lusa para Praga, a primeira desde 1978 que não integra qualquer atleta para as provas de meio-fundo curto, o setor em que o país mais se destacou nas últimas décadas (em 19 medalhas, 13 foram obtidas nos 800, 1.500 e 3.000 metros), Jorge Vieira escusou-se a apontar objetivos.
“No triplo-salto feminino, a Patrícia Mamona também já conhece o caminho para o pódio, mas os outros atletas também poderão conseguir, sem esquecer que todos os outros estão lá para o mesmo. Temos um conjunto de atletas de grande valor”, rematou.

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