quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Morreu Raoul Coutard, o director de fotografia da Nouvelle Vague



Fez mais de dezena e meia de filmes com Jean-Luc Godard, e trabalhou também com François Truffaut, Jacques Demy, Costa-Gavras e Philippe Garrel.

Entre o preto-e-branco frenético de O Acossado (1960), o azul banhado de mar e céu de O Desprezo (1963), ou o vermelho revolucionário de A Maoísta(1967), três das mais de dezena e meia de filmes que fez com Jean-Luc Godard, Raoul Coutard inscreveu definitivamente o seu nome na história da Nouvelle Vague, e através dela na lenda do cinema mundial.O director de fotografia francês morreu esta terça-feira, aos 92 anos, na sua casa perto de Bayonne, no Sudoeste do país, depois de uma longa doença que o obrigou a ser internado numa clínica na comuna de Labenne – informou a família à AFP.

Além de Godard, Raoul Coutard trabalhou com François Truffaut (Não Disparem Sobre o Pianista, 1960; Jules e Jim, 1961; Angústia, 1964), com Jacques Demy (Lola, 1960) e com Jean Rouch (Chronique d’un Été, 1961), mas também, depois, com Costa-Gavras (Z, 1969; A Confissão, 1970). Ou seja, acompanhou as figuras maiores do cinema francês da década de 1960, quando este revolucionou a forma de filmar, de enquadrar a realidade e de ver e mostrar o mundo.


Ao todo, Coutard “fotografou” mais de 80 filmes, tendo terminado a sua carreira já na viragem do século, entre 1993-2001, trabalhando com Philippe Garrel (La Naissance de l’Amour; O Coração Fantasma, uma produção de Paulo Branco, e o único estreado em Portugal; e Sauvage Innocence), com quem, escreve o jornalista do Le Monde Mathieu Macheret, regressou ao preto-e-branco e “ao espírito da Nouvelle Vague”.



Consultado a 16 de Novembro de 2016

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