sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Kodak Ektra: a câmara fotográfica que também faz chamadas




A Kodak está de volta com o lançamento de um smartphone inspirado numa câmara fotográfica analógica dos anos 40. Para os amantes da fotografia e do estilo.

Depois de ter declarado falência em 2012, num período em que foi forçada a vender a maioria das patentes registadas, a Kodak volta agora ao mercado da fotografia através do lançamento de um… smartphone. Isso mesmo, um smartphone! A Kodak não é nem nunca foi uma marca associada a estes equipamentos, mas é, desde sempre, uma das marcas que ajudou a escrever a história da fotografia.

Atualmente, as características das câmaras são um dos principais elementos diferenciadores das marcas de smartphones. A aposta da Kodak neste segmento, parece aproveitar esta tendência. O Kodak Ektra, assim se chama o smartphone, inspira-se na câmara analógica com o mesmo nome lançada nos anos 40, e faz-se valer da sua reputação para o lançamento de um telefone virado essencialmente para a fotografia. Uma espécie de câmara fotográfica que também faz chamadas.




Com um look retro e uma série de acessórios em pele que fazem o telefone parecer ainda mais uma câmara vintage, o design do Ektra aproxima o equipamento à ergonomia de uma câmara fotográfica devido à curvatura – que facilita o manuseamento – existente na base do telefone. A enorme lente grande angular de 21 megapixeis situada na traseira não passa despercebida, e até existe um botão de disparo de duplo clique, em tudo semelhante às câmaras convencionais. Faz o foco se pressionado até meio e dispara se pressionado até ao fundo. Contudo, o shutter lag considerável entre o momento do clique e o momento em que efetivamente sai o disparo não tira o verdadeiro proveito desta característica.

Como uma verdadeira câmara fotográfica, o Kodak Ektra permite aos fotógrafos de serviço ter o total controlo manual da exposição, foco, sensibilidade e temperatura de cor. Aos já habituais modos de disparo – Automático, Panorama, Noite, Retrato, HDR e Macro – existentes na generalidade das marcas, junta-se o Bokeh. Este modo captura duas imagens com dois pontos de foco distintos, de modo a desfocar o fundo e criar fotografias mais apelativas, especialmente nos retratos. O processamento deste efeito não é totalmente instantâneo, demora cerca de 10 segundos e pode não resultar na perfeição em situações de pouca luz.



O software de edição de fotografia do Ektra divide-se num conjunto de aplicações da Kodak e na aplicação Snapseed, instalada de origem no telefone. Às correções de cor com dezenas de filtros, enquadramentos e controlo de vários parâmetros de exposição, junta-se o Kodak Prints. A aplicação permite selecionar as fotos para impressão, indicar o tamanho, o tipo de papel e a quantidade e submete-las online para o laboratório associado mais próximo. As fotografias impressas serão produzidas e remetidas depois de preenchidos os dados de entrega e pagamento.

[Veja na fotogaleria abaixo alguns exemplos de fotografias tiradas pelo Ektra – original/editada.]




Mas não só de fotografia vive o Ektra. As suas capacidades estendem-se à produção de vídeo em 4K, que pode ser posteriormente editado com uma aplicação desenvolvida para o efeito, o Super 8, com alguns filtros editáveis sem nunca deixar de re(viver) o espírito vintage da marca.

E porque este Kodak é (também) um smartphone, é preciso acrescentar que corre o sistema operativo Android 6 com fluidez, graças ao processador Decacore Helio X20 a 2.3GHz e aos 3GB de RAM. A memória interna é de 32GB, expansível com cartões Micro SD. Preço de venda recomendado: 529€.

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