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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Facebook aprendeu com fotografia do Vietname e promete aceitar mais imagens icónicas

A rede social não diz como, mas promete que nas próximas semanas vai deixar que fotografias consideradas relevantes sejam partilhadas, apesar de violarem as regras do Facebook.



Depois da polémica, a admissão de que há fotografias que pela sua força noticiosa podem ser partilhadas no Facebook. A rede social vai alterar as políticas de partilhas de imagem nas próximas semanas para que fotografias como a de Kin-Phuc, a criança a correr nua para fugir de uma bomba de napalm, durante a guerra do Vietname, possam ser permitidas.

A Reuters avança que o Facebook vai permitir mais imagens "com valor noticioso" que antes removeria por violarem os padrões da rede social. "Fizemos uma série de mudanças na política [do Facebook]", depois da polémica com a fotografia icónica da guerra do Vietname, disse à Reuters Patrick Walker, director das parcerias de media para a Europa, Médio Oriente e África do Facebook. Walker disse ainda que o Facebook melhorou o seu procedimento para que "histórias controversas venham à tona mais rapidamente".

Essas mudanças que serão feitas nas próximas semanas, garantiu, vão permitir a partilha de "mais itens que as pessoas consideram ter conteúdo noticioso, significantes ou importantes para o interesse público, mesmo que violem os padrões" da empresas. Como é que esta triagem vai ser feita, o director da empresas não explicar. Diz que o Facebook ainda vai trabalhar com as diferentes comunidades para perceber como o fazer, até porque mantém a intenção de não mostrar certas imagens que "representem um risco de segurança" ou que sejam "imagens gráficas para os menores ou para pessoas que não queiram vê-las".

Esta decisão do Facebook surge depois da polémica com a imagem da guerra do Vietname. Tudo começou em Setembro quando um escritor norueguês partilhou a fotografia e o Facebook a retirou. Depois foi a vez do jornal "Aftenposten" desafiar as regras e ter o mesmo fim. A polémica foi crescendo quando a própria primeira-ministra norueguesa decidiu partilhar a fotografia e a rede social voltou a apagar o conteúdo do post.

Nos últimos meses, várias têm sido as notícias sobre este tipo de abusos. Mais do que isso, a Reuters revelou a semana passada que a fotografia da criança vietnamita a fugir da bomba de napalm era utilizada em sessões de formação a trabalhadores do Facebook como um exemplo de post que deveriam ser removidos. Tudo porque violava os padrões do Facebook ao mostrar uma criança nua, apesar do seu significado histórico.



Consultado a 23.novembro.2016

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